Mulheres reunião

HOJE É DIA DE EU ME LEMBRAR.

2020.11.20 15:26 Arqium HOJE É DIA DE EU ME LEMBRAR.

Há um ano fiz um post sobre o racismo que recebi ao longo de minha vida e foi bem recebido e utilizado pelo pessoal para se abrir. https://www.reddit.com/brasil/comments/dz1kx3/hoje_%C3%A9_dia_de_eu_me_lembra
Vamos novamente lembrar de o que significa consciência negra neste dia, fiquem a vontade de compartilhar suas histórias nos comments.
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E neste sentido preciso dizer algo que aconteceu comigo este ano. Como podem ver no link postado, eu contei de algumas vezes mais memoráveis que sofri racismo.
Minha família é em geral branca, sendo minha mãe uma das únicas da família que é parda, não sei de quem ou de onde herdou a cor.
A família do meu pai é toda branca. Meu irmão nasceu branco e ninguém diria que tem família miscigenada. Mas eu nasci bem pardo também. Não tive muito contato com a familia de minha mãe pra saber da história deles.
Digo isso para dar o contexto para a história que vou contar:
Quando meu pai casou com minha mãe, a família (meus avós) do meu pai achou um absurdo e sempre antagonizaram minha mãe por ser parda, eu nunca entendi de onde ou porquê eles tinham tanto preconceito com minha mãe. Depois q meu pai e mãe se divorciaram parece que abriram a porta do racismo e maldade, convivi com xingamento de meus avós e tios contra minha mãe desde meus 4-5 anos de idade.
Contra mim até que não direcionavam maldade pq eu era criança, mas não esqueço do dia em que minha tia pegou uma escova de lavar roupas e esfregou meu joelho e cotovelo até tirar sangue, pq dizia q eu era encardido e minha mãe não me lavava e éramos desleixados (meu joelho e cotovelo são naturalmente mais escuros).
Meu avô e avó morreram há mais de 10 anos, na extrema pobreza, nunca me falhou ver a ironia de ver que a única pessoa que cuidou deles até a morte foi uma nora deles, essa sim completamente negra, pessoa que deu banho e limpou a bunda deles, por muitos anos.

Agora chegou a conclusão da história, há uns meses atrás fui visitar esses tios que cuidaram de meus avós até a morte, e por acaso rolou uma rara reunião de familia com meu pai, e outros tios lá. Depois de muitos anos tive a vontade de perguntar a história de meu avô, pois nunca tocaram no assunto antes, infelizmente foram um pouco vagos, pois meu próprio avô era muito fechado e não contava muito de sua história nem para os filhos, mas basicamente meu bisavô tinha uma fazenda de café no interior de minas gerais, e sim, empregava muitos escravos. Meu avô cresceu nessa fazenda cheio de escravos (sim, no século XX, a escravidão não foi imediatamente eliminada em 1888, tanto que até hoje existe). Meu bisavô morreu cedo de pneumonia, e devido a brigas entre irmãos/mulheres/vizinhos, meu avô foi jurado de morte e fugiu de Minas Gerais e nunca mais voltou, pelo que entendi, morou um tempo no Paraná, e o resto no Mato Grosso... nessa fuga abandonou praticamente tudo que tinha, e se virou com trabalho braçal, era semi-analfabeto crescido em fazenda, não deve ter sido fácil se virar com o próprio trabalho.

Foi um choque poder ver na minha própria história o outro lado do racismo que sofri em minha vida. Sofri racismo em minha vida e senti o sistema contra mim, sou pardo, não tenho raízes africanas, não sei de onde meus antepassados que foram escravos vieram, e posso afirmar que minha familia branca fez questão de não lembrar de onde veio o sangue negro. Mas por algum motivo, ainda lembram de onde veio o sangue branco, foi um choque ver que sou descendente também de escravagista no final das contas.
Apresento aqui minha história, tipicamente brasileira, de miscigenação, conflitos e racismo.
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TLDR: Sou brasileiro e dentro de mim há séculos de conflitos.
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2020.11.15 15:58 KasnL Como não pirar no estágio ruim

Bom gente, vamos lá (alerta de textão) :

Estava para trocar de área e com a pandemia acabei saindo de uma grande empresa em que trabalhava, até aí tudo bem, já era esperado e fiz uma reserva para passar por um perrengue (além de ter ajuda do boy, me acolhendo no interior por um tempo para poupar o aluguel - estava morando em república).
Pouco tempo depois de sair arrumei um estágio na nova área (TI), fiquei feliz e empolgada por ter conseguido uma vaga (já estava tentando há alguns meses antes de sair da outra empresa e estavam pedindo N coisas que eu não sabia). Me chamaram para uma vaga imediata, fiz um teste e entrevista na sexta. No sábado, já me pediram um vídeo como uma outra etapa. No domingo me ligaram pedindo para começar no dia seguinte. O alerta já acendeu aí: "esse pessoal não descansa de domingo, não tem família...?" Mas, como não queria ficar sem trabalhar e disseram que teria meu mentor remoto (que está no grupo de risco) e que eu ia aprender A, B e C, então eu topei.
Voltei a morar em república e comecei na empresa, que é bem pequena e familiar (tem o dono, a mulher do dono, a filha do dono, o filho do outro sócio e por aí vai) - não tem nem 25 pessoas. Nos primeiros dias já deu pra ver que o dono lá (que vou chamar de José) é workaholic e pavio-curto (e mega preconceituoso). Ele pode mandar mensagem no grupo da empresa 4 da manhã da segunda ou 3 da tarde de domingo, não dá pra prever. Só que acontece que José não é meu mentor, mas está colocando demandas pra mim sem me treinar direito (ele nem é da minha área).
Sobre o "José":
O cara não tá nem aí se você é estagiário ou CLT, ele não faz esta distinção (#MãoDeObraBarata). Plano de estágio nunca nem vi. O cara faz vários comentários preconceituosos em reunião, acha ruim se você pede feedback de algo que fez, fala com ironia, sarcasmo e desdém, enfim, gestão emocional ZERO e ZERO empatia (pra ele isso é "mimimi"). O cara é meio inacessível pra tirar dúvidas (porque é ocupado), mas se você não entende as coisas como ele te pediu na 1ª vez, você está contra ele (ele não entende que você não fez como ele pediu porque não entendeu, e sim porque não concorda com ele(, o paranóico). Já atendi reunião virtual (não urgente) em feriado e FDS - não foram muitas, ainda bem, mas foram fora do horário de estágio. Tem um estagiário lá que treina outros estagiários (?) e tem uma carga horária bem superior à permitida. Diz que paga hora extra, mas estagiário não pode ter hora extra, pelo amor (não é meu primeiro emprego, conheço a lei do estágio)!
E eu (nesses 2 meses) mal troquei 10 frases com o mentor que eu ia ter (que é um cara simpático, mas bem ocupado, por sinal) além de ter várias horas acumuladas em banco (que foram feitas durante a semana). Estou ficando ansiosa (e emotiva também, estou tentando fazer até meditação) e não consigo desligar a cabeça desse cara horroroso (nem nos finais de semana, afinal chegam sempre as mensagens da empresa no Whats pra me lembrar). Chegaram mais 2 pessoas pro TI (um júnior e um estagiário) e estou morrendo de esperança de aprender algo com elas. O processo lá é todo bagunçado, não tem documentação e a prioridade é a que o José, o dono definir (e na hora que ele bem entender).
Estou doida pra sair, mas a faculdade me obriga a pegar uma disciplina específica para relatórios de estágio, que só vou conseguir semestre que vem. Tava pensando em ver outras vagas mas vou tentar dar mais uma segurada, porque:

Me deem dicas pra não endoidar...
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2020.11.08 19:47 crylothbrok meu amigo acha que pego a mina dele

Eu tenho um casal de amigos bem próximos e o homem da relação cismou que eu já fiquei com a namorada dele eles tiveram diversas discussões por isso até que eu provei que não tínhamos ficado e conversei com ele e ele percebeu que era coisa da cabeça dele e deixou pra lá, até que em uma reunião de amigos o homem com que eu estou me envolvendo começou a tirar sarro dessa situação toda e o meu amigo demonstrou ainda acreditar que eu pegava a namorada dele ou já tinha pegado, ela ficou com raiva e constrangida e saiu e eu fiquei morrendo de vergonha pq eu nunca fiquei com ela e nem quero, e todo mundo acredita q eu quero só pq eu sou bissexual ???????? tipo automaticamente se vc pega mulher vc vai querer pegar todas as q existe??? e além disso estava sendo acusada por algo que nunca fiz e como tentativa de sair daquela situação eu menti, disse que era hétero e só fiquei com meninas algumas vezes pra experimentar, depois todos falaram que era só brincadeira mas não parecia, parecia q estavam tentando tirar alguma informação da gente, eu fiquei sem ter onde enfiar a cara de tão constrangedor que foi, depois fui embora e o rapaz que eu estou me pediu desculpas e disse que não sabia que era algo delicado, e a menina me mandou mensagem dizendo que está com raiva de mim mas não vai me falar o pq ????? essas pessoas são tudo doidas, devo me afastar de todos ou tentar resolver? lembrando que são grandes amigos e são importantes, só não sei mais como resolver uma situação tão chata dessas.
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2020.11.04 23:48 Dark_Sky_Blue Sindica do meu prédio estar sendo perseguida por um morador que intimou ela por causa de uma taxa extra

Gente é minha primeira vez postando aqui e preciso de ajuda para lidar um Imbecil.
A sindica do meu condomínio( que é minha mãe, então isso é bem pessoal) recebeu hoje um Mandado de Citação e Intimação convocando-a para uma sessão conciliatória no dia 09 de novembro.
O que estar acontecendo é q três moradores, dois dos quais ela nunca nem viu nas reuniões e assembleias do prédio, estão alegado que uma taxa extra referente ao 13 salario dos funcionários foi imposta de forma ilegal e arbitraria pela sindica, o PORÉM, é que essa decisão foi feita e aprovada em uma assembleia, em setembro, e até um desses moradores estava presente e assinou.
Gente, acontece que não é nem a primeira ou quinta vez que essa Morador 1(Vou chamar ele de Imbecil aqui) acusa ela de alguma coisa, para citar algumas ele já reclamou que os funcionários tinham TV na portaria, das reformas, como câmeras, portal elétrico, caixa de agua.
Ele já acusou ela de desviar dinheiro do condomínio, foi de porta em porta para fazer moradores assinarem um abaixo assinado para prestação de contas, o que não é necessário já que você pode só solicitar.
O que acontece é que moramos em um prédio velho, praticamente todo mundo se conhece a anos ou décadas. Nós, eu e minha mãe, chegamos em 2018, algum tempo depois, meses acho, ela foi pedida para ser sindica pela a antiga, que estava com alguns problemas de saúde. Desde do inicio ela notou que pelo prédio ser velho, por volta de 1930 ou 40, estava precisando de reparos, desde do elevador, que fica dando problema direto, a pintura, acabamento dos pisos e paredes.
É realmente chocante se você comparar as mudanças de antes e depois, mas é claro que tudo isso custa dinheiro e foi preciso de taxas extras. E ela até teve que botar o próprio dinheiro para evitar que a agua ou luz fosse contata por causa de atrasos de pagamento. O Imbecil estar pegando no pé dela desde daquele tempo, ele já foi sindico e diz as más línguas que dinheiro desapareceu na época dele.
Mas o fato é que antes da minha mãe o prédio estava em péssimas condições e com uma divida de mais 5 mil reais, algo que vem diminuindo de pouco a pouco por causa das taxas, mas que ainda é um problema, então sendo bem sincera nem dinheiro aqui tem para roubar.
Tem muita coisa ainda nessa historia, mas resumindo, no documento estar dizendo que NÃO HOUVE assembleia para a aprovação da taxa extra, o que É MENTIRA, já que tem atas, assinaturas e tudo, porém no documento eles disseram que por causa da pandemia que não teve reunião.
Primeiro quero saber se porque teve reunião, que foi exigida pelo Imbecil, ela pode ter problemas com isso, já que até 30 de outubro as assembleias tinham que ser virtuais.
E segundo, eu estou cansada de ser minha própria mãe sendo perseguida pelo Imbecil, é irritante e honestamente errado, essa mulher nunca roubou um grão de arroz na vida dela e esse cara estar fazendo da vida dela um inferno porque? Porque ela é uma sindica melhor em um mês do que eles foi durante anos?
Ah só para esclarecer ela tem provas e testemunhas de tudo que aconteceu, mas quero saber se existe algo que possa fazer ele parar de perseguir ela.
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2020.11.04 18:00 PolylingualAnilingus Eleições 2020 - confira neste post as principais propostas dos três candidatos à presidência do Corinthians

Boa tarde, nação corinthiana do Reddit. Estamos fazendo este post para deixar mais claras as propostas (já postadas em posts separados) dos três candidatos à presidência, sem precisar ir a outro site ou ver vários posts diferentes.
Aqui seguem as propostas dos 3 candidatos, em ordem alfabética.
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Augusto Melo:

1 - Gestão Meritocrática

Criar um plano com metas e objetivos. Gerir o Corinthians de forma clara, objetiva, profissional e organizada, com responsabilidade com os ativos financeiros, físicos, tecnológicos e humanos.
Administrar o clube para orgulho de cada corintiano, com uma visão de futuro e de vanguarda. Ter profissionais qualificados nas áreas e com perfil vencedor.

2 - Financeiro

Recuperação da credibilidade financeira e moral. Apresentar os ativos de valores da marca e de sua torcida e o seu grande potencial financeiro para toda e qualquer ação.

3 - Jurídico

Ter uma equipe profissional de grandes advogados especialistas em áreas distintas, que blindem o Corinthians.
Contratar especialistas nas áreas de: compliance (conformidade), trabalhista, esportivo, empresarial e recuperação de créditos.

4 - Clube social

Desenvolver uma administração independente para o clube social, com gestão de custos e gastos para torná-lo autossustentável. Aumentar o número de associados com atrações que o clube possa dispor, decorrente da excelente localização que se encontra.
Modernizar o clube e criar uma referência de espaço multiuso para os sócios de forma autossustentável juntando conveniência, diversão, segurança e entretenimento aos sócios e aos corintianos.
Criar uma rede de hotéis do Corinthians, começando pelo clube e depois no CT, adotando o sistema "timeshare", que dá a garantia ao Corinthians de ter receita mesmo em baixa temporada de férias ou eventos. Oferecer clube, parque, shopping e hotel num único espaço.
Trabalhar para fazer com que a mulher tenha maior participação na vida do clube, como o direito ao voto do sócio 01, por exemplo.

5 - Arena

Transformar a Arena numa grande fonte de espetáculos e de atrações comerciais e corporativas, transformando-a num grande polo esportivo, cultural e de entretenimento de São Paulo.
Restabelecer o domínio administrativo e financeiro da Arena. Revisar e renegociar os acordos vigentes.
Todos os jogos na Arena serão um espetáculo.

6 - Futebol

Desenvolver um departamento de futebol do clube vencedor, com administração séria, transparente e competente. Os atletas que vierem a jogar no Corinthians serão valorizados por toda a estrutura profissional em que estarão inseridos e, por isso, serão cobrados também pelo profissionalismo esportivo e de conduta. Um time forte se faz com atletas fortes e com planejamento pautado nos resultados, esportivos e financeiros.
Será oferecida uma gestão de marca e curadoria aos jogadores. Desenvolveremos e manteremos novos ídolos para o Corinthians. Teremos um time de futebol montado com verdadeiros guerreiros e que jogarão com o ímpeto de vencedores.
Na base, desenvolver o departamento com efetiva formação de atletas. Já no futebol feminino, ser referência esportiva, administrativa e de marketing. Utilizar premissas de desenvolvimento do futebol masculino no feminino.
Nas negociações, ter critérios pré-estabelecidos que serão rigorosamente cumpridos, satisfazendo os objetivos do atleta e do Corinthians, não dos empresários.
O time irá treinar no clube social uma vez por mês. A sirene do Parque São Jorge será tocada nas apresentações dos jogadores.
Queremos ser referência também nos departamentos de estatística, médico, de fisiologia e fisioterapia esportiva.

7 - Ingressos

O valor do ingresso será congelado durante um ano. Crianças abaixo de oito anos não pagarão ingresso. O programa Fiel Torcedor será aprimorado e com de abrangência nacional. A cada jogo do Corinthians, uma família que nunca assistiu a uma partida do time será beneficiada com uma ida ao estádio para acompanhar o espetáculo.

8 - Corinthians Solidário

Em todos os jogos mil ingressos serão disponibilizados para pessoas carentes.
A cada partida os torcedores poderão entrar numa plataforma e assinalar quantas cestas básicas eles doarão para uma entidade assistencial a cada gol marcado pelo Corinthians. Esta promoção faz com que, a cada jogo, seja criada uma “Bolsa de Apostas do Bem”.

9 - Shows e eventos

Será criado um calendário de eventos para o clube. No Parque São Jorge, serão realizados shows a preços populares. Na Arena, grandes eventos.

10 - Institucional

Reestruturar todo o projeto de iluminação do clube, batizado de "Projeto Lampião", nome inspirado na história de criação do Corinthians.
Enaltecer os ídolos que escreveram a história de conquistas e vitórias do Timão.
Desenvolver uma metodologia de incentivo aos esportes amadores do Corinthians, valorizando futuros atletas e incentivando a prática do esporte em suas diferentes modalidades e características, com incentivos fiscais federais e estaduais.
Pensando nos jovens, o Corinthians terá uma das mais importantes e modernas arenas de e-sports do Brasil.
Construir o Hospital Dr. Sócrates no Parque São Jorge e desenvolver clínicas de exames e primeiro atendimento.
Criar a "Salve", operadora de telefonia própria do clube, além de uma uma rede social própria do clube e uma plataforma digital de transmissão por streaming de conteúdo audiovisual por demanda. A programação da televisão contará com conteúdo jornalístico, esportivo e filmes.
Inaugurar a Corinthians Academy, uma plataforma de educação e intercâmbio do Corinthians através do futebol, compartilhamento das metodologias esportivas e de gestão do clube.
Desenvolver uma aliança junto a uma grande instituição internacional, com o compromisso para o ensino da língua inglesa para todos os jogadores que estiverem na base do Corinthians.
Realizar uma vez por mês uma reunião com os torcedores para discutir novas ideias através da perspectiva e experiência de quem vive o dia a dia e acompanha o time em todos os jogos.
Criar a "Fiel Cap", título de capitalização do Corinthians, um produto financeiro/filantrópico que premiará a torcida e destinará parte da arrecadação à Cruz Vermelha.
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Duílio Monteiro Alves:

1 - Clube social

O clube precisa ser um espaço que contemple todas as idades da família corintiana, com segurança, serviços de qualidade, valores acessíveis, boa infraestrutura, esporte, cultura e lazer. Para tanto, como sócio, frequentador desde o berço e profundo conhecedor dos anseios dos associados e das dificuldades do clube, baseamos a gestão do clube social em quatro pilares essenciais: Estrutura, Social/Lazer, Esportes e Tecnologia.
Com base nesses pilares, elaboraremos um Plano Diretor para padronizar a identidade do clube e permitir seu crescimento planejado e dentro da legislação. Vamos modernizar a academia e o parque aquático, ampliar as vagas de estacionamento e criar novas atrações voltadas para as crianças e os adolescentes, como skate (cuja pista foi recentemente inaugurada), BMX e e-Sports, além de incentivar os times Masters do clube. Também implementaremos a segunda fase do projeto de Wi-Fi para os sócios e a entrega das novas funcionalidades do sistema de gestão da secretaria do clube, que facilitará o contato com os associados.

2 - Gestão de esportes olímpicos e amadores

O foco nas modalidades esportivas que vão além do futebol profissional seguirá forte. A intenção é que o Corinthians se estabeleça cada vez mais como um clube formador, em diversas modalidades, tanto no esporte amador quanto para os sócios. E que os esportes sejam, em breve, autossuficientes. Para isso, criaremos um braço específico do departamento de marketing/comercial que trabalhe parcerias de investimento para as modalidades dos diversos esportes praticados no clube, buscando patrocínios, incentivos a intercâmbios, comunicação, promoção e divulgação nas redes digitais do clube. O objetivo é fazer com que os demais esportes sigam o exemplo do que temos hoje com natação, basquete e futsal, que possuem todas as categorias de formação de atletas – para que, assim, o clube possa contar com o atleta que forma, além de evitar perdê-lo para outros clubes. Paralelamente, iremos manter o fortalecimento das seleções associativas, de modo que o sócio possa continuar treinando e participando, sem perder espaço para o atleta de alto rendimento.

3 - Futebol profissional

O Corinthians tem obrigação de disputar títulos todos os anos. Essa certeza me orientou desde quando participei da montagem do time que ganhou o Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012. As taças da última década criaram uma cultura de vitórias, da qual não podemos abrir mão. Tivemos um tri paulista e campanhas sólidas na Copa do Brasil de 2018 e na Sul-Americana de 2019, fomos vices no Paulistão neste ano. Embora não estejamos satisfeitos com os resultados mais recentes, é preciso reconhecer que a atual gestão deixará uma estrutura profissional, em todos os sentidos. Os setores estão consolidados: teremos uma comissão técnica experiente; um elenco com talento e jovens promissores, que evoluirão para um encaixe no futuro; um Centro de Inteligência operante; um CT sem igual no Brasil; uma base forte e totalmente estruturada com seu novo CT, além de uma das Arenas mais modernas do mundo. O time sub-23 cumprirá um papel fundamental: ele dá rodagem e acompanhamento próximo a meninos da base no último estágio da maturação, como ocorreu com Roni, Raul e Xavier, além de abrigar a captação de talentos mais tardios. O desafio é aprimorar para continuar ganhando.

4 - Futebol de base

A formação de atletas exige investimento a longo prazo, olhar apurado e paciência com os processos. A atual gestão continuou a otimização da base, que foi competitiva em todos os campeonatos, revelou talentos que reverteram lucro, como Pedrinho e Carlos, e retorno esportivo, como Mantuan, Lucas Piton, Roni e Xavier no time principal. O próximo passo é ainda mais importante: com a entrega do CT da base neste ano, vizinho ao CT profissional, o Corinthians traz um incremento definitivo à formação e à transição desses jovens para o time adulto. Em 2021, finalizaremos o alojamento que receberá 160 jovens, com conforto para os atletas e confiança para as famílias que muitas vezes optavam por outros clubes devido ao custo do transporte, à moradia distante, à falta de segurança, entre outros aspectos, além de permitir ao Corinthians acompanhar esse atleta mais de perto e orientá-lo no seu crescimento como atleta e cidadão. Iremos ainda implantar as tecnologias de ponta utilizadas com os profissionais também na base, auxiliando no acompanhamento do desempenho, no aprimoramento do desenvolvimento dos jovens e na captação de novos talentos. E para garantir que isso se torne realidade, faremos com que os dois departamentos trabalhem ainda mais próximos e em sintonia, acompanhando e participando pessoalmente de todo o processo.

5 - Futebol feminino

O time feminino do Corinthians é mundialmente reconhecido como um caso de sucesso, graças ao trabalho incessante da diretora Cristiane Gambaré com apoio do presidente Andrés Sánchez. Motivo de enorme orgulho da nossa torcida, ninguém discute hoje que a evolução da modalidade no Brasil e na América do Sul passa, obrigatoriamente, pelo Corinthians. Renovamos nosso compromisso de consolidar o nosso futebol feminino entre os melhores do mundo, contando com talentos de seleção brasileira, como Lelê, Tamires e Andressinha. Nos próximos anos, o futebol feminino também será um laboratório de inovação, dentro e fora do gramado, promovendo, cada vez mais, as histórias de superação, dedicação e enorme talento das nossas meninas e aproximando o clube de um novo perfil de torcida, dedicada à modalidade.

6 - Gestão financeira e governança

Como a capacidade de geração de caixa do nosso clube é gigantesca, precisamos adotar as melhores práticas de gestão, ter profissionais capacitados e fazer uso de ferramentas que nos possibilitem equilibrar as finanças e garantir fluxo de caixa positivo. A disciplina financeira será um objetivo a ser perseguido com elaboração de orçamentos, fluxos de caixa projetados e políticas internas de gastos e investimentos. Tudo alinhado a planejamento estratégico com foco em atender as demandas de nossa imensa torcida e de nossos sócios. Para nos ajudar nesse desafio, estamos alinhando procedimentos com uma das quatro maiores consultorias de gestão do Brasil e do mundo. Trata-se de um investimento que certamente nos ajudará a implementar e perpetuar processos e procedimentos que trarão importante retorno estratégico e financeiro. Governança é algo em que iremos também investir permanentemente para proteger e impulsionar nosso clube. Já estamos sob as regras do Estatuto Social e de outras diversas que precisam ser respeitadas de forma irrestrita, além de constantemente revisadas e aperfeiçoadas. Vamos incentivar o estreitamento das relações com todos os poderes do clube, como Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Conselho de Orientação. Na seção “Transparência” do site do clube vamos publicar os balancetes mensalmente, além de todos as demais demonstrações financeiras acompanhadas por relatórios de auditores.

7 - Inovação, comunicação e marketing

A transformação digital do clube exige o cumprimento de uma missão: colocar o nosso torcedor no centro do ecossistema corintiano. Para isso, nossa estratégia é buscar uma interação total clube-torcedor, por meio de um aplicativo de celular fácil e ágil: a ideia é que o ingresso, o gol e até a cerveja da Arena estejam à distância de um clique. Mas a ambição não fica restrita à experiência na Arena: seja para a geração de conteúdo engajador em todas as nossas plataformas, seja para conceber produtos e serviços de real impacto no torcedor, seja para executar um programa de nacionalização e internacionalização do clube a sério, tudo isso exige criar uma relação de intensa intimidade entre clube e torcedor. Todo corintiano importa, esteja ele em Corumbá ou em Yokohama, e nossa gestão tem que garantir que o exercício da paixão corintiana seja pleno em todos os momentos e lugares.

8 - Transformação comercial

Nosso objetivo é aumentar a receita comercial em 50% nos próximos três anos, uma ambição que exige muito mais do que simples venda de patrocínios. É preciso acoplar um misto de microscópio com mira laser em todas as ações comerciais do futuro. Primeiro, criaremos um grupo profissional e verticalizado com foco na geração de parcerias comerciais de valor real para torcedores, parceiros e clube. Depois, combinaremos as ferramentas mais modernas de gestão comercial, como Big Data e Inteligência de Mídias Sociais, com outras já presentes no clube, como o CRM e monitoramento de valor de marca em mídia, a fim de ampliar o alcance dessas ações. O caminho é unificar as bases de dados de torcedores e consumidores, entender seus hábitos de consumo e interpretá-los estrategicamente para o aumento de receita.

9 - Fiel Torcedor

O aprimoramento do nosso programa Fiel Torcedor será uma das nossas maiores prioridades nos próximos três anos. Queremos triplicar a base de associados, e isso significa tornar o Fiel Torcedor atraente a todos, independentemente de onde morem. Como fazer isso? Bom, a gestão atual já investiu numa interação mais direta: o Fiel Torcedor já faz perguntas nas entrevistas coletivas, sejam elas de imprensa ou reservadas aos fiéis-torcedores. Tudo isso será intensificado. Os próximos passos são claros: além dos benefícios tradicionais, como desconto nos ingressos e nos produtos licenciados, haverá acesso a conteúdos exclusivos, experiências únicas no CT e na nossa Arena, participação em jogos e competições com distribuição de prêmios e brindes, prioridade no recebimento de notícias. Enfim, será um caminho para viver a paixão corintiana de forma privilegiada.

10 - Arena

Iremos transformar nossa Neo Química Arena no centro vivo da paixão corintiana. O acordo dos naming rights, combinado com as negociações avançadas para a quitação da Arena, nos permitem projetar uma geração de novos recursos ao clube já no primeiro ano da gestão. Cumprindo sua vocação de equipamento central da Zona Leste, iremos trazer um hotel (já em negociação), um espaço de coworking (já em negociação), tirolesa (fase de contrato), um restaurante no 4º andar (contrato já assinado) e novos bares nos setores Leste/Sul. Outros planos incluem a realização de inúmeras ativações em datas diversas além dos dias de jogos em parceria com a Neo Química, com shows e eventos culturais. Por fim, queremos criar uma incubadora de empreendedorismo digital, o Hub Fiel, a fim de incentivar projetos tecnológicos, os quais o clube terá prioridade na aquisição.
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Mario Gobbi:

1 - Saúde financeira

Como é de conhecimento público, a situação financeira do Corinthians é gravíssima e praticamente pré-falimentar. Então, a recuperação das finanças, bem como da credibilidade do clube, será prioridade. O projeto para esta área é bastante complexo, como teria que ser face à complexidade dos desafios e oportunidades de um clube como o Corinthians. Mas ele passa essencialmente pela gestão eficiente do fluxo de caixa do clube. Temos que equilibrar as contas, voltar a gastar dentro do que o clube arrecada, mas, além disso, buscar o crescimento desta arrecadação, gerando recursos para investir no futebol e nas outras importantes iniciativas do clube. Entre os principais pilares do projeto da área financeira, além de prováveis cortes de custos e da readequação de processos internos que a auditoria de uma das big four\* (Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PricewaterhouseCooper) irá nos mostrar, temos um plano de criação de fundos de investimento, feito por um renomado profissional da área e com passagens por grandes instituições brasileiras e internacionais. Em três anos, quero entregar o clube saudável financeiramente e com o caminho trilhado para ocupar o seu devido lugar: o protagonismo permanente no futebol mundial. \Quatro principais empresas de auditoria do mundo.*

2 - Credibilidade

O Corinthians vive uma crise profunda de credibilidade com a sua torcida, que é o principal patrimônio do clube, e com o mercado. Para reconstruirmos esta credibilidade, temos um grande projeto administrativo que, resumidamente, contemplamos: realização de uma auditoria geral em termos de processos administrativos e financeiros, recursos humanos e sistemas de informação; um plano de governança corporativa, gestão de riscos associados e compliance; remodelamento dos processos de aquisições e suprimentos, após diagnóstico dos processos atuais envolvendo seleção, contratação e gestão de fornecedores; reestruturação da área de recursos humanos; revisão da tecnologia e sistemas utilizados em termos de integrações, automação e inteligência de mercado; e atuação na área de patrimônio e controle de obras. Todas as ações, que podem ser conhecidas com muito mais detalhes no site da Reconstrução Corinthiana, certamente colocarão o Corinthians em condições de recuperar a imagem positiva perante a sociedade, incluindo credores, fornecedores, comunidade esportiva, poder judiciário, sócios e torcedores.

3 - Arena Corinthians

O projeto para a Arena Corinthians é grande e todos os pontos podem ser consultados no programa completo. Alguns que cito aqui são: a total profissionalização dos quadros de profissionais do estádio; a transformação em uma Arena multiuso com o objetivo de ampliar drasticamente o número de dias utilizados; e que tenha separação de custos do clube afim de que opere por meios próprios, sob comando do clube.
Algumas das propostas são: aumentar a ocupação do estádio com estratégias de inclusão dos corinthianos de camadas sociais menos privilegiadas, aumentar previsibilidade e garantia das receitas de bilheteria através da implantação do Season Tickets, aumentar quantidade global de compradores de ingressos, internalização da venda de ingressos e programa de relacionamento, ingressos subsidiados para a comunidade, melhorar a experiência “Corinthians” no estádio para todos, análise de Dados, CRM e BI, adequação das faixas de precificação, melhoria e desenvolvimento de canais de venda e parcerias, maximização do uso de inteligência de dados para ativações segmentadas e customizadas, transformação da Arena em um destino diário, com atividades diversas, integração de fato e “abertura” da Arena para a população da zona Leste e do entorno, aproximação com órgãos de turismo, transformação do Oeste Inferior em uma área de comércio e serviços para atrair visitantes em dias sem jogos, potencializar atividades de esporte e lazer em áreas externas, posicionar a Arena como espaço para Eventos sociais e corporativos.
Abertura dos espaços externos para uso da população e realização de eventos esportivos, de lazer e culturais, benefícios e facilidades para moradores de Itaquera na aquisição de ingressos para determinados jogos, maior gestão sobre a qualidade e oferta de serviços prestados pelos operadores terceiros / parceiros, visando maximizar oportunidades de receitas e níveis de atendimento aos frequentadores da Arena, incluir Arena no calendário de grandes shows e turnês internacionais, valorização da experiência premium e conceito do produto, criar produtos e pacotes customizados (Camarotes, 3 Business e Oeste Superior) para o mercado corporativo, venda de produtos de matchday (avulsos) para pessoas físicas e turistas, melhorar e segmentar oferta de alimentação e bebidas, e muitos outros.

4 - Marketing

O departamento de marketing do Corinthians precisa ser atualizado com urgência, além de auxiliar diretamente no trabalho de reconstrução da imagem e da credibilidade com a torcida, que é o principal patrimônio do clube; e com o mercado, para atrair novos investimentos e patrocinadores. Entre outros projetos da minha gestão – e todos podem ser conferidos no site da Reconstrução Corinthiana – cito o ID único. Com ele, o Corinthians vai conhecer profundamente os interesses do torcedor, entender os desejos, hábitos e frequência de utilização, proporcionando melhores experiências. Todos os pontos de contato de relacionamento alimentarão uma base de dados única e proprietária do clube. Com um CRM – Customer Relationship Management, integrando inteligência no mapeamento e refino na segmentação dos diversos perfis, o clube poderá também enviar ofertas para mercado corporativo como plataforma de dados para campanhas. Sem esta ferramenta, o clube interage com uma pequena.

5 - Fiel Torcedor

O Fiel Torcedor precisa ser repensado por inúmeros motivos. O Corinthians não pode ter um programa de relacionamento com o torcedor com uma receita inferior à do Flamengo em quatro ou cinco vezes: em 2019, foram R$ 14 milhões de renda bruta do Fiel Torcedor contra R$ 61 milhões de renda líquida do programa do time carioca. A diferença é muito grande! Então vamos mudar o princípio, a ideia do plano. A prioridade e desconto na compra de ingressos têm que continuar, mas também vamos oferecer uma série de benefícios e vantagens aos torcedores que não frequentam o estádio – e neste ponto, o projeto do ID único será fundamental para enxergar os anseios e necessidades de cada um da imensa base. No projeto, ainda está a possibilidade do sócio do Fiel Torcedor também se tornar associado do clube social - o que ajudaria diretamente a sede social a se tornar autossustentável. Para finalizar, é preciso tirar da gaveta a discussão sobre a possibilidade de voto ao Fiel Torcedor. Já não podemos ficar sentados sobre esse tema. Temos que estudar, apresentar as ideias possíveis e então esperar que o Conselho e a Assembleia de sócios definam as diretrizes.

6 - Clube social

A sede social do Corinthians é um dos grandes patrimônios do clube. Na minha primeira gestão, fizemos uma lista enorme de benfeitorias e a entreguei em ótimas condições. Cuidar do clube significa não só oferecer o melhor ambiente possível para o associado, mas também preservar a história do Corinthians! A sede social precisa de uma série de melhorias, e isso demanda estudos aprofundados sobre o que fazer com o espaço ocioso. Não adianta alguém tirar da cabeça que o tema precisa ser estudado e não fazer mais nada. Mudanças grandes devem ser aprovadas nos conselhos deliberativos, como um plano diretor e uma meta de avanço para o Parque São Jorge, e, aos poucos, isso vai ser feito com a ajuda de parceiros e da iniciativa privada.
De concreto e imediato, os serviços que precisam melhorar são os de zeladoria, de vestiário, para garantir o dia-a-dia dos sócios com mais qualidade. Também queremos também trazer para o clube social pequenas e médias empresas (PME´s) interessadas em uma participação mais efetiva junto ao clube, envolvendo patrocínio de esportes olímpicos, áreas externas, equipamentos, praças, alamedas, museus, piscinas, quadras entre outros; organizar espaço para Feiras e Eventos empresariais nas dependências do clube; introduzir um polo de atração de startups voltadas à tecnologia, esporte e bem estar em área específica do clube; e realização de projetos que gerem atração a novos sócios e a antigos associados que se afastaram do clube.

7 - Responsabilidade social

Como disse o eterno presidente Miguel Battaglia: “O Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time”. Não há como imaginar o Corinthians sem envolvimento com a população e as ações de responsabilidade social. Entre outras propostas da área, vamos criar a diretoria integrada de responsabilidade social e relações institucionais. Entre outros assuntos, a pasta cuidará das interações do Corinthians com organizações dos setores públicos e privados, apoiando a gestão do clube na busca de investimentos sociais que persigam resultados de impacto social, com caráter transformador, gerando subsídios materiais e imateriais para o Corinthians.
Também vamos criar uma instituição de terceiro setor (uma ONG ou a Fundação Corinthians), que terá como objetivo criar uma personalidade jurídica com capacidade de captação de recursos, autonomia e eficiência na prestação dos serviços sociais de sua competência. Também cito a criação do EducaSCCP, um projeto elaborado com o objetivo de levar a educação para o centro da administração e, portanto, das proposições do Corinthians. Como a instituição clube associativo tem uma função social, é preciso criar uma estrutura educacional mais sólida. O projeto, dividido em três etapas, tem o objetivo de levar a dimensão educacional como elemento constitutivo da formação de atletas feita pelo clube, chegando até à formação do atleta de futebol profissional.

8 - Futebol (masculino e feminino)

Temos uma equipe dominante no futebol feminino com grandes resultados, aceitação e engajamento da torcida. Temos que caminhar em duas frentes: uma que amplie o público que se identifica com as mulheres; e outra que encontre fontes de receitas que façam o projeto cada vez mais sustentável por si só – o que me parece muito viável, aliás.
O projeto para o futebol masculino é ter um time competitivo, que honre as tradições do Corinthians, até que as finanças do clube sejam sanadas. Depois que conseguirmos colocar o Corinthians de volta ao trilho do trem, certamente o clube assumirá o papel de protagonista permanente. Não queremos que esta mudança aconteça por um curto período, de quatro, cinco anos, como já aconteceu. Queremos que o Corinthians seja protagonista permanente! Por isso, é extremamente importante entender o novo momento, enxergar o clube de forma diferente, apoiar as mudanças e ter paciência por algum tempo para, então, assumir o protagonismo.

9 - Categorias de base

O trabalho atual da base é como todo o trabalho de gestão do Corinthians. Não se sabe muito bem para quem serve e ao que serve. É uma pena porque isso afeta o sonho de muitos jovens e suas famílias, além de ser terrível para o clube e a torcida. Lamento também que o Sub-23, um projeto teoricamente positivo porque era para ser um trabalho continuado da base, tenha virado uma ilha completamente nebulosa. O nosso projeto para esta área, entre outros pontos, é investir em tecnologia para aprimorarmos a captação de jovens com potencial. Pretendemos enxugar ao máximo o número de atletas e investir mais nos profissionais ligados à preparação. Precisamos ter as melhores comissões técnicas, compostas por profissionais de alto gabarito e trajetória. Também apostaremos na qualificação dos atletas na parte educacional.

10 - Esportes olímpicos

Na minha primeira gestão, conquistamos títulos inesquecíveis em muitas modalidades: a única medalha olímpica em esporte individual na história do clube (Thiago Pereira, na natação, em Londres-2012), recorde de medalhas de ouro de um só atleta em um Mundial de Piscina Curta (Felipe França ganhou cinco no Mundial de Doha, em 2014), Cinturão Peso Médio do UFC (Anderson Silva, 2012), UFC 153 (Anderson Silva, 2012), Mundial de Skate Vertical (Rony Gomes, 2013), Troféu Maria Lenk de Natação após 48 anos (2014), Campeonato Sul-Americano de Clubes de Basquete Feminino (2015), Campeonato Paulista de Basquete Feminino (2015), Taça Brasil de Futsal (2014) e Liga Paulista de Futsal (2013 e 2015).
Além de todos os títulos, também inovamos e contratamos um surfista (Adriano de Souza “Mineirinho”, que conquistou o Mundial em 2015 após deixar o clube). Como mostra o investimento feito à época e os resultados, eu sou um apaixonado também por esportes olímpicos. No entanto, com a situação financeira que se apresenta e é de conhecimento público, precisamos analisar, verificar o que é possível após a realização da auditoria e, então, implantar projetos de desenvolvimento de novos talentos que couberem na nova realidade do clube.
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E aí, o que acharam? Em quem vocês votariam?
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2020.11.02 17:36 alepower1 Possível parcialidade de Ivan e pontos intrigantes sobre o caso

Todos podem observar que o podcast Projeto Humanos tem (até em seu nome) o objetivo de contar historias contra torturas, (nazismo, holocausto, etc) e centralizadas no contexto de Direitos Humanos. O que é louvável, todos somos a favor dos direitos humanos, entretanto isso torna o podcast PARCIAL. O Ivan desde o episodio que comprova as torturas mostrou-se de certa forma posicionado ou parcial ao afirmar que os 7 são inocentes. Ora, perante a lei, o processo deveria ser extinto ao ser comprovada qualquer tortura, mas isso não desfaz o possível crime como muitos estão acreditando. É possível, e existem diversos pontos que são muito importantes e já citados aqui no reddit, que os 7 tenham realizado o crime e também sofrido tortura. Uma coisa não anula a outra automaticamente como o Ivan e os ouvintes do podcast (em sua maioria) têm pensado.

Aqui uns pontos que acho interessantes (alguns copiados de outros topicos):
- Porque em sã consciência algum policial entregaria fitas com torturas às autoridades?
- condição do corpo encontrado compatível com rituais de corte;
- membros do grupo de acusados praticavam rituais de corte;
- elação entre os acusados, inclusive com nome das Abagge na caderneta de clientes de Oswaldo;
- álibis imprecisos dos acusados nos prováveis dias do crime:
- Osvaldo e outros não comprovam ida ao restaurante para comer dobradinha, inclusive mulher de Osvaldo presta depoimento em que diz que Osvaldo saiu de casa de branco num dos dias do crime e que era um dia reservado para rituais daquele tipo, e me parece que havia registro das atividades de Osvaldo no tal caderno, e naquele dia específico estava em branco;
- Celina não comprova de forma clara ida ao dentista em Curitiba;
- Beatriz não comprova reunião em casa com Padre - ou pelo menos acho que o Padre não deu depoimento;
- dispensa dos funcionários da serraria no provável dia do crime.
- DNA humano ou de macaco nas "tijelas" enterradas abaixo da calçada.
- De Paula estava na cidade e participou das buscas da madrugada, inclusive levando os tios de Evandro próximo de onde o corpo foi encontrado etc.)
Este último para mim é o mais intrigante, como que eles sabiam onde estava o corpo? Foram fazer a busca espiritual e sentiram que o corpo estava próximo, para ganhar "moral espiritual" (ano 1992 as pessoas eram inocentes demais eu suponho).

E por fim, parem de acreditar que a tortura anula tudo. A tortura é terrível, sem duvidas, mas é dificil acreditar que todas pessoas que sofreram torturas são 100% inocentes. Bullshit!


EDIT: para que fique claro meu ponto de vista:
O fato de ter ocorrido tortura não significa que os torturados não tenham sido efetivamente os autores dos FATOS.
Agora, se esses fatos vao ser considerados crimes e gerarem condenações é outra coisa diferente.
Muitas vezes se sabe quem é autor dos fatos narrados como crime, e nao há condenação por superveniencia da prescrição intercorrente
Mas de novo. o meu ponto é bem simples: o fato de os réus nao serem condenados perante à justiça não significa que necessariamente não tenham sido os réus os autores dos fatos.
E isso foi falado pelo Ivan, no meu entender, de forma parcial, no episódio 28 "Quanto tempo".
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2020.10.29 12:15 kingAnselmo Será chantagem da minha esposa?

A um mês discuti com a minha mulher. Motivos: na manhã desse dia ela saiu pra o salão cabeleireiro com a minha filha mais nova e deixou a mais velha. Ela tem o hábito de tratar bem a mais pequena e sempre que eu vejo isso tento repreende-lá. No mesmo dia pela tarde, pedi pra ela levar a nossa filha mais velha pra o salão cabeleireiro que eu iria pagar, pensando eu que ela não levou a mais velha por falta de dinheiro. Quando eu mandei a SMS pedindo isso foi a gota de água. Surgiu uma discussão sem fim, tudo por mensagem. No dia seguinte, ela acorda berra comigo mais uma vez e viaja com as nossas filhas pra casa da mãe dela. No mesmo dia a noite o pai dela me liga marcando uma reunião para o dia seguinte. Vou pra lá e o pai dela pergunta qual era o problema, ela falou que eu acuso ela de não tratar bem a nossa filha mais velha... Bla Bla Bla...
Eu respondi que apenas pedi para ela também levar a nossa filha mais velha porque eu já tinha conseguido dinheiro para pagar porque pensei que ela não tivesse. Depois de muita discussão sem necessidade, mesmo porque o pai dela admitiu que não via motivos para estarmos reunidos naquele dia ou para termos aquela reunião. Notem que no meu país quando se marca uma reunião por uma das partes do casal é porque a coisa é feia (tipo traição, encontrou mantendo relação sexual com outro ou outra mulher, esse tipo de coisa).
Então, à um mês que não vejo e nem falo com as minhas filhas, saudades estão me matando. E ela chega hoje de manhã sem as meninas. Diz que veio levar mais roupas das meninas e que se eu quiser ter ou ver elas todas terei que ir pra onde elas estão.
Eu não vou sair daqui pra nenhum lugar, a minha esposa não quer ser repreendida. Sempre que ela faz algo de errado e eu tento lhe zangar ou repreender ela viaja pra casa dos pais e sei lá pra onde mais. Que mulher é essa que quer viver casada com alguém mas não quer ser tomada atenção ou ser mostrada onde está ela está errando?
Quando eu faço algo errado, ela se ta comigo, fala comigo e eu reconheço, peço desculpas e a vida continua. Mas quando é a vez dela em vez de se resolver e ela pedir desculpas, dá voltas e viaja. Estamos juntos a 9 anos e não chegam 3 vezes que ela pediu desculpas.
Estou cansado e farto dessa situação. Seja o que Deus quiser.
Obrigado pra quem leu.
Update: ontem ela veio sem as minhas filhas, levou algumas roupas dela e das meninas. Tentei conversar com ela. Chamar ela a razão mas não adiantou em nada. A noite liguei pra ver se falava com as minhas filhas mas ela não atendeu. Depois mandou mensagem dizendo que as meninas já estavam habituadas a viver sem mim.
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2020.10.13 07:10 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 5/365

Uma espécie de diário aberto: Tinha vezes em que eu não queria ou voltava para casa.
Olá!
(Editado: comecei a escrever há mais de três horas (usar atrás nesse ponto configuraria redundância lol) e agora que terminei, vejo que o texto é enorme. O próximo será mais curto, prometo!)
Para colocar em perspetiva: tudo isso aconteceu no meu último ano de casamento, e nessa mesma altura, os pensamentos sobre acabar com a minha própria vida ganharam tamanha força e se a minha ex-esposa não tivesse ficado grávida do nosso segundo filho, tenho a certeza de que não estaria por cá hoje. Ele, o meu segundo Príncipe, foi um dos gatilhos para a minha decisão de lutar pela vida.
Em 2018 aconteceram imensas coisas e mudanças na minha vida, começando pelo caos no início do ano após perder o trabalho porque os serviços de fronteiras e estrangeiros de Portugal cometeram um erro relativo à caducidade do meu cartão de residência (deveria caducar em Agosto, e eles colocaram Fevereiro - o documento tem a validade de 5 anos, o meu teve 4 anos e 6 meses apenas), e por conseguinte, estar impedido de trabalhar (por conta própria ou de outrem), seguido do facto que eles obrigaram-me a renovar o meu passaporte que caducava em, na altura, mais ou menos seis meses (para cidadãos Angolanos isso implica duas coisas: ou gastar mais de dois mil euros para viajar para Angola e tratar dos documentos ou pedir para alguém que tenha uma procuração para tratar, apostilar e autenticar em vários órgãos governamentais Angolanos e Portugueses em Angola tais documentos, coisa que demora pelo menos 2 meses).
Segundo, o piorar da relação "juridico-afetiva" porque mesmo com todas as coisas que aconteciam na minha vida, a minha ex-esposa acusava-me das coisas mais absurdas (se ela sonhasse com algo que me envolva com outra mulher a culpa era minha; se uma mulher na rua olhasse para ela de forma fixa era porque tinha alguma coisa comigo mesmo quando ela saía sozinha; discussões e acusações de que ela era vítima por parte da família dela acabavam sempre com o "eu só não faço porque o Aladino não gosta" - nota: esforçava-me para estar com a família dela, mas havia dias em que preferia não estar porque não são as melhores pessoas do mundo, mas nunca a proibi de ir, mesmo sem mim, mas ela sempre disse que não ia porque eu não queria ir ...).
Tudo isso e mais alguma coisa me fez me focar imenso em começar a trabalhar num projeto pessoal enquanto estava proibido por lei de exercer alguma atividade laboral remunerada por causa dos meus documentos de residência que, mesmo que erradamente, estavam caducados. Então atirei-me de cabeça para um projeto literário para editar e publicar obras de outros autores sem cobrar absolutamente nenhum valor monetário. Como é que pretendia ganhar dinheiro com isso? Por cada cópia das obras artísticas que o autor vendesse, eu ganharia 5% e outros 5% iam para um fundo para ajudar tanto os autores quanto outras pessoas que precisassem de ajuda, 10% o autor tinha a opção de investir para criar "merchandise" e os restantes 80% revertiam integralmente para o autor, afinal, ele é a pessoa mais importante no projeto que tinha. Além disso, também tinha alguns pequenos investimentos que me ajudavam a suportar as despesas mensais ...
Aos poucos fui ficando mais reservado pois sentia-me traído pela minha ex-esposa depois de ter pedido em várias ocasiões para que ela não me usasse como escudo para as guerras dela e para que parasse de falar dos meus projetos e problemas ou questões para outras pessoas, coisas estas que só diziam respeito a mim e à ela. Ela prometeu-me também em várias ocasiões que não o faria (por incrível que pareça, as mesmas pessoas que eu não queria que soubessem das coisas, não sei com que intuito, conversavam comigo a falar sobre tudo o que faço, e também sobre as que não fazia eu a ideia que fazia, mesmo sem ter eu contado nada, exceto para a minha ex-esposa), mas por amá-la imenso, não me chateava ou discutia. Na verdade (só) discuti uma vez, pois prefiro sempre estar calmo e conversar do que me exaltar ...
Isso fez-me adotar um ciclo que se tornou mais vicioso do que era: acordar, trabalhar, estudar e quando me lembrasse, comer. Era (quase) tudo o que fazia. Não havia nos meus dias espaço para lazer para mim, não havia espaço para falar com amigos (ou poucos que restavam e que não sucumbiram ao veneno dela ou não pararam de falar comigo por causa dos ciúmes dela), não havia espaço para viajar e estar com a minha família; nada extra, somente acordar, trabalhar, estudar, comer, tentar dormir.
Aos poucos o projeto começou a dar muito certo, e como não tinha dinheiro para contratar alguém para me ajudar, tampouco podia por causa da situação dos meus documentos; comecei a fazer mais coisas, como ir à reuniões com possíveis autores e com os que tinham obras comigo para editar e publicar, conhecer instituições com as quais queria ter parcerias, salas e auditórios para o lançamento das obras que editaria e publicaria sob o selo do projeto, enfim, uma infinidade de coisas que não conseguia terceirizar. Além das imensas chamadas telefónicas e emails, tinha de ir presencialmente a muitos lugares, recebia muita gente em casa também (onde tinha o meu escritório) e muitas das vezes tinha de ir para lugares que só funcionavam ao final da tarde e noite (na maior parte das vezes era porque eu só conseguia ir para lá ao final da tarde mesmo).
Por algum motivo, a minha ex-esposa tinha ciúmes disso e as pessoas diziam que andava a traí-la, tanto que ela visitou "bruxas" ou pessoas que "têm visão" e que diziam que era isso que eu andava a fazer sempre que recebia uma mulher em casa (eu sou "bissexual" e as pessoas com "poderes sobrenaturais" nunca afirmaram que eu a traí com homens, só com mulheres), mas não me importava com isso pois tinha a minha consciência limpa. O cúmulo foi quando alguém disse que me viu num lugar com uma mulher qualquer quando estava em casa a dormir, e ela minutos antes saiu de casa para ir às compras e deixou-me a dormir e era fisicamente impossível eu estar naquele lugar (não existe maneira de sair em menos de 10 minutos do ponto A até ao ponto B quando a distância entre ambos é de mais de 20 quilómetros e só existirem estradas muito movimentadas e com limite de velocidade de 60 Km/h nessa mesma área). Nessa ocasião, depois de já termos tido vários momentos em que ela gritava comigo por ciúmes (ou simplesmente por algumas vezes dar eu prioridade às coisas que faço em vez das dela - para colocar em perspetiva: 80% do meu tempo e dinheiro foram gastos com e para ela, 19% com os meus filhos e o restante 1% era para mim e para os meus amigos e outros familiares, isso desde que me mudei para Portugal em 2012) ela preferiu acreditar na pessoa que disse que me viu na rua com uma mulher qualquer. Simplesmente cansei-me de (tentar) explicar e voltei às minhas coisas (nota: não é muito fácil eu ser confundido com outra pessoa, primeiro porque sou extremamente alto, e segundo porque eu tinha o cabelo cor de prata na altura e não corto a barba numa tentativa de fazê-la crescer, coisa que se tem mostrado infrutífera para a minha deceção heheheh).
Os dias em que eu saía de casa, conduzia sem destino ou estacionava o carro num lugar qualquer e caminhava sozinho, voltando para casa somente no dia seguinte.
Depois desse episódio absurdo, passei e ligar cada vez menos ao que as pessoas diziam sobre mim, inclusive ela, a minha ex-esposa, pois nada disso me estava a fazer bem, e sempre que o ambiente em casa ficava insuportável, eu saía de carro sem destino, sem atender o telemóvel ou ver as mensagens, eu simplesmente queria estar sozinho com os meus pensamentos e tentar entender o porquê de mesmo não fazendo nada de errado, estar sempre errado. Todo esse caos junto com o luto pela morte do meu pai que só consegui fazer depois de me divorciar, arrastaram-me para o fundo do poço da saúde mental, não havia um dia em que eu podia parar para estar com ela sem que começasse tudo bem e se alguma pessoa afirmasse alguma coisa que não fiz, ela simplesmente acreditava nelas mesmo não dando eu motivo para tal. Ou terminavam mal quando ela queria sair e eu não podia/queria ir com ela, ou se fosse, não fizesse tudo exatamente como ela queria que eu fizesse.
E esses dias terminavam comigo a ouvir os gritos dela, com ela a gritar com o meu primeiro Príncipe por coisas absurdas, com ela a chorar e a pedir desculpas e prometer que mudaria e não mais gritaria pois eu odeio gritos por causa da minha infância e ela sabe disso desde que nos conhecemos, e afirmava isso sempre que pedia desculpas; mas o dia seguinte era só uma "reprise" do dia anterior mas mais intenso pela negativa ... a única saída para mim era sair de casa sem destino, ir até ao mar algumas vezes e deixar que o mundo lavasse a minha alma e mente, mas estava errado. Ninguém sobrevive ao caos se não sair dele definitivamente e afastar-se da variável que é a ignição do caos. Eu só percebi isso num dia em que saí de casa de madrugada e numa estrada reta fechei os olhos (não para dormir, mas fechar para não ver o mundo mesmo) e acelerei o máximo que pude. Eu queria ver até onde é que conseguia ir se não visse nada, ou o que aconteceria se tivesse um acidente, mas alguma coisa fez-me abrir os olhos.
No dia que precedeu o em que fechei os olhos enquanto condizia, a minha ex-esposa voltou para casa a chorar em desespero com uma carta (é assim que se chamam dos documentos ou faturas que chegam por correio aqui em Portugal) aberta na mão, e eu soube logo que ela estava grávida do nosso segundo filho, mesmo não sabendo que ela tinha feito o teste ou que suspeitava disso. Soube porque a reação dela foi exatamente igual quando ficou grávida do nosso primeiro filho. Novamente eu sorri e fiquei super feliz apesar de ter, durante o ano de 2017, dito que não queria ter outro filho (ela disse muitas vezes para mim e para outras pessoas com quem estivemos que queria ter outro filho). Abracei-a e limpei as lágrimas dela, disse que estava tudo bem e que teríamos o filho e ela disse que chorava porque achava que eu não quereria que ela tivesse a criança (porque ela contou para outra pessoa antes de me ter contado que estava grávida e esta disse que eu diria para ela fazer o aborto, mas eu sou pró-vida e sempre disse para ela que apesar de não querer, nunca recorreria ao aborto caso ficasse grávida novamente pois todas as vidas são preciosas para mim). No momento não dei importância para esse pequeno facto pois estava tremendamente feliz ... E meses depois, quando a nossa relação chegou no ponto de rotura, soube que ela planeou a gravidez e que usaria isso para prender-me à ela e "salvar" a nossa relação.
Foi um dos piores sentimentos que tive ao ouvi-la a dizer isso ao telefone enquanto falava com a nossa gestora de conta bancária. Ela nunca soube que ouvi essa conversa (acho que achou que eu estivesse no escritório no piso superior de casa e ela estava na sala no piso inferior e do corredor dá para ouvir quem fala na sala, mesmo com a porta fechada). Depois disso, outra pessoa mandou-me uma mensagem a dizer a mesma coisa, e perguntou porquê é que eu queria que ela ficasse grávida só para salvar a nossa relação ... Nunca respondi essa mensagem. Nunca contei para ela que sei de coisas que fomentaram o meu dizer "sim, aceito o divórcio" quando ela pediu o divórcio a meio da gestação do nosso segundo filho (o divórcio também era mais uma jogada dela para "pressionar-me psicologicamente"). As pessoas que se importam comigo até hoje mandaram-me áudios, prints das mensagens trocadas onde ela dizia as coisas mais absurdas e partilhava os planos que tinha para preservar o nosso casamento e manipular-me psicologicamente; cheguei inclusive a entrar para as contas dessas pessoas com a autorização delas só para ver que os prints e áudios eram reais e recebidos das contas que ela usa. Mas o meu "sim" para o divórcio, foi mesmo quando uma das pessoas da família dela disse, numa conversa telefónica, que se me visse na rua atropelar-me-ia por estar eu a pedir o divórcio numa altura em que ela estava grávida, entretanto, quem pediu o divórcio foi ela, depois de sem eu saber ter ela ido ao advogado tratar dos papeis, e para todas as pessoas que ambos conhecemos ela disse que fui eu a pedir o divórcio e a tratar disso (os agendamentos com o advogado).
No início do ano corrente (2020) confrontei-a com esse facto último, pois por alguma razão ela andava a tentar controlar a minha vida mesmo depois do divórcio e disse na minha cara que fui eu quem pediu isso (o divórcio) e que só estamos divorciados porque quis e pedi isso. Foi a primeira vez que ela disse essa mentira para mim, e fiquei chocado pois ela acredita nas próprias mentiras que cria a ponto de contá-las para mim com se fosse verdade. Mandei para ela as mensagens do dia em que ela avisou que estava marcada a reunião com o advogado para tratar dos papeis do divórcio, e na mensagem seguinte pergunto: O quê? Divórcio? Que divórcio?
Ela nunca respondeu a mensagem em que a confrontei com o facto de que foi ela quem pediu o divórcio, não contei outro facto sobre coisas que sei dos planos ardilosos engrenados por ela; e acho que nunca contarei. Só espero que os meus Príncipes sejam fortes o suficiente para lidar com ela até a maioridade, e que ela não os manipule da mesma ou de outra maneira.
Depois do divórcio, nunca saí de casa sem destino, nunca mais discuti com alguém ou me exaltei, vivi na rua e tive crises de ansiedade graves, fiz medicação para a mente, fui acompanhado por psicólogos e tive de ir à polícia apresentar uma queixa de violência doméstica (mesmo depois do divórcio, qualquer tipo de violência psicológica ou física por parte de um ex-conjugue configura violência doméstica aqui em Portugal e pelo que me lembro das aulas de direito que tive no secundário, em Angola também), mas tudo isso foi parte do processo para poder sair definitivamente do buraco da depressão ...
Para todas as pessoas que estejam a viver algo parecido, a melhor saída é mostrar para as pessoas que fomentam o caos da vossa vida que elas são o mal que vos afeta a ver se elas percebem o mal que fazem, mas tentem o máximo que puderem, caso as coisas não mudem ou comecem a piorar, simplesmente afastem-se delas, definitivamente ou não, mas afastem-se, pois a saúde mental degrada-se imenso e se passamos o ponto de rotura, as consequências podem ser desastrosas. Nada nesse mundo vale a perda de uma vida, nada nesse mundo é precioso o suficiente para poluir a nossa saúde mental a ponto de todas as coisas e pessoas se tornarem só objetos animados que nos rodeiam. Afastem-se de tudo e de todos os que fazem mal com consciência dessa maldade. Amem ao máximo, mas afastem-se.
Com carinho;
Aladino.
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2020.10.12 04:08 Guitar_Fit Tiver que negar a transa

Quem diria né,a uns três anos atrás eu só queria perder a virgindade muitas vezes eu só pensava nisso,de certo modo eu acreditava que eu me sentiria por “completo” se eu não fosse mais virgem ou eu finalmente tivesse uma namorada ou que eu finalmente iria me encaixar na sociedade,acredito que por um mês esse sentimento de não ser excluído na sociedade estava em mim (sim existe esse taboo onde se o homem ainda for virgem depois dos 18 anos então quer dizer que ele é fracassado),com o tempo eu descobri que existe coisas mais importantes (mente de adolescente né com o tempo nos tornamos mais maduros) comecei a perceber que existe responsabilidades e que a vida não se resumia em apenas mulher ou sexo. Acredito que se eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo eu iria conversar comigo mesmo e iria falar”filho foque em si mesmo depois pense nessas bobagens isso com o tempo acontece normalmente”. Como no título do texto falou eu neguei uma transa e provavelmente terei que negar novamente pq na minha vida vai se iniciar outra fase super importante,percebi que eu não podia simplesmente empurrar com minha barriga as responsabilidades que eu tinha me comprometido a fazer (no caso eu tinha que fazer um trabalho da faculdade e também eu era o líder da equipe que iria ter uma reunião com o professor naquele dia para sobre o trabalho),eu sei que para alguns isso que eu falei pode ter sido bobagem mas para mim esse acontecimento me trouxe uma reflexão de como o tempo passa e nem sempre somos as mesmas pessoas que foram no passado,me peguei pensando “nem fudendo que eu iria perder essa oportunidade aos meus 16 anos a mina me chama para a casa dela para inaugurar a cama e eu vou negar? Kkkkkkk” quem diria né?
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2020.10.11 05:46 Bright_Shine Possivel traição?

To meio nervosa, desculpa se não conseguir me expressar direito
Eu e meus pais estavamos em uma reunião familiar, meu pai decidiu ir mais cedo pra casa enquanto eu e minha mãe ficou na reunião mais um pouco.
Enquanto minha mãe estacionava o carro na garagem, eu fui abrindo a porta da cozinha e entrando, meu pai estava com alguém na ligação em video mas logo ele bloqueou a tela e desligou o celular todo desesperado, só consegui ouvir a voz da mulher. Perguntei quem era pq estranhei uma ligação à meia noite (isso foi agora pouco), ele disse que era uma amiga, falei "nossa mas essa hora?" ele disse que não me interessava e que não devia satifações a mim.
No momento nem pensei e falei pra minha mãe, ela foi questionar ele, eu fiquei chorando no quarto.
Meu pai sempre foi o melhor pai pra mim, não quero que ele brigue comigo e nem que nossa relação mude por conta disso.
Eles estão juntos a quase 30 anos e sempre teviram uma boa relação.
Alguém me ajuda eu to muito triste
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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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2020.09.25 20:43 Vedovati_Pisos O que os cavalos nos ensinam sobre negócios

Cavalos e negócios! Isso mesmo! Os cavalos não apenas podem ser um negócio, como podem lhe ensinar muitas coisas sobre negócios.
Muita gente já viu ou ouviu falar sobre o filme “O Encantador de Cavalos” (de 1998, baseado no livro de Nicholas Evans), que conta a história de um treinador contratado para ajudar uma adolescente a superar o trauma de um grave acidente. A empreendedora Kelly Wendorf levou essa ideia adiante e criou uma companhia que utiliza cavalos nos processos de coaching de executivos de negócios para o desenvolvimento profissional e de liderança.
“Os cavalos nos ensinam muito sobre negócios”, afirma Kelly, CEO da Equus e cofundadora da Thunderbird Ridge Ranch, o local onde é realizada a Equus Experience, nas proximidades das montanhas de Sangre de Cristo, nos arredores de Santa Fé, Estados Unidos. A Equus está localizada em um rancho de 4 hectares, perto do Four Seasons Resort Rancho Encantado, que também envia convidados e executivos para as sessões de treinamento com Kelly e seu parceiro, Scott Strachan.
“Os cavalos trazem à tona o melhor das pessoas: a confiança”, diz ela. No início da sessão de coaching com a executiva e seus assessores – os animais Blue, Dante, Artemis e Cooper – ela pede que as pessoas passem algum tempo pensando sobre o que gostariam de alcançar quando o processo terminar. “Os cavalos mostram seu melhor quando você se encontra com ele com uma questão/curiosidade genuína sobre a sua vida”, ela afirma. “E pode ser qualquer coisa.”
Veja a seguir as lições que os cavalos podem ensinar sobre os negócios:
Não faça suposições
Um dos clientes de Kelly, que estava abrindo sua própria agência de conteúdo, foi colocado na arena com os cavalos e, imediatamente, sentiu-se atraído por Blue. Ele tentou estabelecer uma conexão, mas o cavalo afastou-se. Com o ego ferido, o homem desistiu. Kelly, que estava do lado de fora analisando a situação, concluiu que aquela era uma pessoa que abria mão de um contato quando este não demonstrava interesse imediato. Ela revelou, então, que Blue estava, de fato interessado, mas havia se afastado por causa do movimento de um outro cavalo. O homem fez, então, uma segunda tentativa e, em pouco tempo, estava acariciando Blue. A lição tirada do episódio é: não faça suposições. Elas limitam a forma como você se mostra ao mundo.
Em vez de ser um líder, você precisa ser atencioso
“O que a maioria das pessoas não sabe é que, em grupo, os cavalos funcionam como um matriarcado. A liderança não é de um garanhão forte e grande, dono de um harém de éguas. Na realidade, essa é a interpretação feita pela nossa cultura patriarcal. Na maioria das vezes, são as éguas que governam e criam ordem e disciplina no grupo. Então, é um modelo feminino, diferente do nosso sistema usual que tende a valorizar o pensamento racional em prol da intuição, ou a manipulação em prol da cooperação”, afirma Kelly. “Os cavalos oferecem às profissionais do sexo feminino a oportunidade de enxergar um modelo que nós não vemos com frequência – o uso correto do poder, como ele pode ser usado para cuidar das pessoas e como uma liderança baseada na atenção fortalece o sistema e traz ótimos resultados. Portanto, você pode ser cuidadoso e ser um ótimo líder. É assim que os cavalos agem.”
Faça as coisas mais devagar e seja presente
“Os cavalos têm 17 expressões faciais diferentes, mas você precisa ter calma para notá-las”, afirma o parceiro de Kelly, Strachan. “As pessoas gastam muito tempo no mundo do fazer e pouco no mundo do ser. Nós não estamos presentes e, na maioria do tempo, estamos muito longe de nós mesmos. Achamos que temos que estar sempre à frente e colocamos a nossa felicidade do outro lado do horizonte cognitivo. Essa é uma das coisas que os cavalos mais demonstram. Você precisa estar presente.”
Estabeleça limites
“Os cavalos estabelecem limites o tempo todo. Usar certas demonstrações de força é, na realidade, uma maneira de criar ordem, o cuidado e a sustentabilidade em um sistema.”
Seja forte para criar bem-estar
“Em sistemas com funcionamento semelhante aos dos cavalos, as mulheres encontram permissão para ser fortes e saber que isso é uma qualidade. E que essa força pode resultar em iniciativas que criem bem-estar para todos”, afirma Kelly.
Seja autêntico
“Os cavalos demonstram que a sua energia o precede”, afirma Strachan. “Muita gente entra em uma sala de reunião pensando: ‘Eu estou realmente irritado com todas essas pessoas, mas vou disfarçar e ninguém vai perceber’. Mas sim, eles vão perceber – assim como os cavalos.”
Pense no impacto que você causa
“Os cavalos nos ensinam como demonstrar a integridade e a honestidade que a natureza exige”, afirma a especialista. “Eles nos ensinam sobre o impacto que causamos quando entramos em um espaço. Eles nos ensinam sobre a nossa clareza – se o que estamos dizendo é ou não o que realmente queremos falar – e o impacto que temos sobre as outras pessoas. 93% da nossa comunicação é não-verbal, e os cavalos realmente mostram isso.”

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/o-que-os-cavalos-nos-ensinam-sobre-negocios/
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2020.09.16 13:30 samreachers Como quem guarda uma cidadela - Um conto sobre mães de desaparecidos

Como quem guarda uma cidadela - Um conto sobre mães de desaparecidos
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Fiz o bolo preferido dele, chocolate com recheio de chantilly. Todo ano eu faço seu bolo. Meu bebê. Que Deus cuide de você, meu anjinho!
Acordei cedo pra limpar o quarto dele. Avisei à dona Eurásia que não trabalharia; ela, cada vez mais velhinha e dependente, me pareceu entristecida ao telefone, mas entendeu. Sempre entende, desde o primeiro ano. Troquei a roupa de cama, passei pano no chão. Peguei pra lavar o velho boné da Porto da Pedra, onde ele era ritmista. Não era muito do samba, mas dizia que participava em memória do pai, um dos fundadores da escola, com quem só conviveu até os sete anos, que a cachaça o levou.
Hoje é o Dia Onze de Agosto, o principal dia da vida, o principal dia desse mundo morno. O dia do meu meninão. São oito anos que choro este dia, comemoro, me esparramo por dentro. Há oito anos que meu único filho, Godrigo, saiu de casa para se divertir. Iria a um baile funk, uma desgraça de baile funk, mas ele gostava. O baile era do outro lado da Baía de Guanabara, no bairro carioca de Vila Kennedy. Tanto baile aqui nos bairros de São Gonçalo, na Covanca, no Salgueiro... Foi sozinho, que meu menino era assim, tinha seus defeitos, mas não era de andar de patota.
Todos os anos, em janeiro e setembro, vou até a 34ª Delegacia Policial, em Bangu. Nunca há informações sobre o caso; mas não desisto, sou mãe, sou a persistência. Um dia o caso se esclarecerá... Ser mãe é não ter opção.
Na delegacia os policiais mudam, mas não o destrato. Devem aprender na academia, se é que isso existe. Ou desaparecidos há muitos, e eles já não se importam. Quem sabe é a velha norma pátria, a reação à cor de nossas peles, que define a saudação, seja sorriso, seja disparo, que se colhe?
Nos olhares arredios, de desinteressados a cínicos, percebo que querem, anseiam por dizer, ainda que num jato de vômito: “Seu filho está morto, dona. Pare de nos aporrinhar”. Mas não dizem. E que diferença faria? Sem corpo não há evidências, e eu mantenho minha esperança como quem zela pela própria honra, como quem guarda uma cidadela.
Quando faço café pela manhã, oito anos, meu Deus!, ainda me pego distraída, colocando pó suficiente para dois cafés. Um dia talvez ele entrará por aquela porta, e poderá estar sujo, fedido, esfarrapado; pode vir sozinho ou já com uma família, com um neto. Eu vou esperar. Um dia depois do outro.
Num sábado em maio, na véspera do Dia das Mães, fui a uma reunião de mães de desaparecidos. Lá ganhei um livrete de informações sobre a Ong que promovia o encontro, e no livrinho havia muitas frases sobre o que é ser mãe. Muitas delas tão bonitas que cheguei a decorar, e vou bordar num pano de prato para deixar na cozinha.
Em meio a tantas frases bonitas, uma ali me perturbou. Achei triste, mas depois entendi, alguma coisa em mim entendeu. E aquilo foi estranho, aquela frase me deu força, me amamentou. A frase é de uma pessoa chamada Maeterlink, não sei se homem ou mulher pois dela nunca ouvi falar: “As mulheres jamais se cansam de ser mães: embalariam até a Morte, se ela viesse dormir em seus joelhos.”
É difícil de entender. E ao mesmo tempo é isso.
Com o tempo uma mãe sozinha como eu, “viúva de pai e filho”, a quem o mundo lá fora tanto fez para apequenar, sem perceber vai ficando tão maior que a morte que quando dá por si já não a teme; vai cabendo nela que a morte não pode lhe arrancar o estado de mãe. Mesmo doído, o coração se agiganta, passa por sobre a morte e suas aparências como um trator.
Vivo ou morto, meu filho é eterno. Tudo se resume a uma medida de distância.
Uma mãe é tão maior que a morte que chego a sentir verdadeira piedade dos que não me entendem, dos que meneiam a cabeça quando me veem passar; sinto mesmo uma profunda pena desses que sentem essa tão rasa pena de mim.
Sammis Reachers
- https://marocidental.blogspot.com/
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2020.09.02 18:25 marvinpls desabafos de um LEIGO e AZARADO com iniciação científica na faculdade (parte 1?)

É textão galera, contarei algumas fofocas da minha área, do meu grupo atual de pesquisa, e da minha tristeza dentro dele. Decidi fazer esse post porque neste exato momento estou numa reunião de entrevista para novos integrantes (online), e comecei a viajar sobre a trajetória que fiz nesses 2 anos e meio de estudo.
Tenho 22 anos, atualmente no 11° período (risos), sou homem (isso será relevante depois), e faço psicologia. Nem tudo foi culpa minha, mas assumo que fiz parte do problema.
Em 2018 eu decidi entrar num grupo de pesquisa.
Era mais ou menos em agosto/ setembro, e decidi encher o saco de uma coordenadora de pesquisa no facebook sobre seu grupo na faculdade. Soube por alunos que havia bolsa, que fazer pesquisa era legal, e que poderia incrementar o currículo no futuro. Eu estava no 5° período se não me engano, e meu maior motivador eram os artigos que andava lendo na época sobre vídeo game e psicologia evolucionista (uma síntese entre psicologia, sociologia e biologia).
Depois de um mês esperando e enchendo saco, consegui uma avaliação.
Era uma avaliação simples, haviam apenas 4 perguntas e eram coisa boba sobre interesse, o que eu já havia produzido antes e yada yada. Achei estranho pois em alguns lugares entrar pra pesquisa era mais complicado, e havia entrevista também. Depois de muito tempo fui entender o porquê.
Eu posso dizer que tudo começou com a escolha do projeto de pesquisa, acho que foi aí que começou a bola de neve de problemas, a turbina em chamas do Donnie Darko, ou o momento em que Evan conheceu a Kayleigh em Efeito Borboleta.
Fui orientado à escolher um projeto de pesquisa que já estava em andamento. Haviam vários temas, desde cirurgia bariátrica, porte de arma de fogo e... vídeo game.
Vou ser bem sincero, acho que essa foi a pior escolha que fiz na vida. Vídeo game? Sério? Não tinha uma escolha mais... sei lá, interessante?
Na verdade era. Ainda acho na verdade. Não vou descreditar a área de pesquisa em vídeo games, não faz o menor sentido. Estou produzindo ainda material, e vejo que virou um assunto 'pop' ano passado com a nova adição do CID-11 de transtorno de vídeo game.
O projeto de pesquisa era testar um aplicativo de celular bastante popular que prometia um "melhoramento cognitivo", que em miúdos era tipo deixar você mais "esperto". O projeto era muito difícil, muito mais difícil que qualquer trabalho naquele grupo.
Mas difícil significa que dá pra fazer ainda, né? Não. Não dependia só de mim. Eu e meu grupo (inicialmente composto por 4 pessoas, eu e mais 3 mulheres) tínhamos que conseguir 60 pessoas que QUISESSEM jogar a porr# de um jogo de celular chato pra cacete, inicialmente durante 2 MESES, e ainda havia aplicação de testes psicométricos no começo e no final do treinamento (que demoravam 1hr e meia pra ser concluído, era exaustivo pra caralho).
O mercado de aplicativos de celular é extenso. Na verdade, existe promessa de vídeo game te deixar mais esperto desde a década de 80, com um jogo da Nintendo. Mas esse se dizia ~cientificamente confiável~, e nosso trabalho era justamente testá-lo.
Era minha primeira experiência com produção de material, e estava super animado, mas não era um trabalho só exaustivo pra pessoa. Eu tinha que achar a pessoa interessada (o que era muito difícil), marcar com ela, separar um dia com folga pra fazer os testes, muitas vezes o teste era dividido em dois, totalizando 2 semanas pra começar o treinamento. Esses testes psicométricos eram importantes para avaliar como a pessoa estava antes do treinamento.
Ela treinava por 2 MESES, dias intercalados (o que dava 1 mes jogando no celular), e tinha de ser 1 hora de jogo, que era MUITO CHATO. Sabe aqueles jogos super simples tipo memória, adivinhar uma sequência de números e tal? Então, eram vários desses. E no final, passava-se os mesmos testes do começo, que poderia demorar 2 semanas também, mas se a pessoa quisesse fazer tudo num dia, poderia.
Óbvio que deu errado. O projeto não era tão impossível de fazer, só éramos as pessoas erradas. Normalmente em projetos trabalhosos como esses, são feitos por laboratórios grandes, com um número de participantes grande também. As pessoas passam por uma triagem melhor também, com tempo de folga, e as vezes até são incentivados de uma forma ou outra... mas o nosso não, eram de amigos ou pessoas da faculdade. Alguns amigos se propuseram de fazer, mas foi enfadonho demais.
Material psicométrico é caro. Alguns nem tanto, mas alguns são bem caro. Procurem aquele teste de Rorschach, só as pranchas são quase 800 reais, visto que são importados. Os que eu usava eram R$150, eram vários cadernos que NÃO PODERIA SER RABISCADO. E rabiscaram. A culpa ficou nas minhas costas, mas felizmente não tive de pagar (eu não sei nem como iria arrumar essa grana, afinal universitário é tudo duro, pelo menos do meu círculo era).
Nesse dia foi engraçado. Estava fazendo com duas mulheres, elas pareciam até contentes com o teste, ficaram brincando sobre as questões e conversando comigo. Achei super legal por parte delas de participar de um negócio tão chato. Fiz todos os procedimentos, ressaltei a importância de não rabiscarem o caderno, e que as respostas eram anotadas numa folha separada.
Elas entenderam. Quando viro a cara pra olhar o celular, tá lá a menina marcando tudo de CANETA no caderno. Tive um treco.
Primeiro que o material era caro em si, e segundo que alguns deles não eram meus, nem da coordenadora, e sim da universidade. Ou seja, o problema era maior, porque eu teria que levar na coordenação, pagar pelo material, etc. Por sorte, a minha coordenadora aliviou pro meu lado, e disse que ela resolveria isso.
Outro caso foi com uma senhora. Todos os dias de treinamento a pessoa tinha que me enviar prints por whatsapp contendo os resultados do treino. Muito, mas muito raro as pessoas enviavam todos os dias necessários, e fazia com que 2 meses virassem 3 de tanto que as pessoas começavam a deixar de fazer, ignorar a gente, fazer menos tempo que deveria, e por aí vai...
Mas com essa senhora foi mais difícil ainda. Ela tinha dificuldade com o aplicativo, e tive de marcar vários dias na faculdade pra ensiná-la a jogar e mexer no app. Confesso que eu mesmo não manjava tanto.
Ela dizia que entendia, sabia como printar, e me enviaria. Ela até foi mais esforçada que as outras pessoas que se prontificaram, só que tinha um outro problema. Quando a pessoa não treinava direito, o app não reconhecia os resultados, e assim não dava as paradas que precisávamos computar.
Ela dizia que jogava por 1hr e não gerava resultado. Eu pedia pra que jogasse mais uns minutinhos pra ver se saía, e não vinha nada rs. Ela se dizia frustrada, tava tomando muito tempo do dia dela, e ela ficava com dor de cabeça.
Fiquei muito triste, mais ainda porque não queria fazer ela se sujeitar à isso, e também porque eu estava perdendo um tempão fazendo as pessoas me cumprirem um favor chatíssimo.
Projeto de pesquisa ruim, e agora sobre os integrantes...
Eram 4 pessoas. Duas meteram o pé 1 mês depois que eu entrei no grupo. Uma delas estava terminando a faculdade, e disse que estava muito ocupada para se envolver com grupo de pesquisa. Até hoje não sei se era verdade, mas tudo bem, cada um sabe onde o calo aperta.
A segunda menina saiu porque havia arrumado um em estágio remunerado. Fico feliz por ela, e ao mesmo tempo com inveja kkk ("inveja branca", como dizia minha mãe) queria muito ter conseguido um também. O problema é que ela era a mentora da parada, e ela tinha muitas fichas importantes sobre o projeto que ela >não deu pra gente quando saiu<. Ela vazou e ficou de mandar algumas paradas importantes, como fichas de pessoas que já haviam feito todo o treinamento. Enrolou por vários meses, e no final não entregou porque não sabia onde estava. Ou seja, parte do progresso havia sido perdido.
Restou eu e uma outra menina que era super interessada e participativa. Ela ainda está no grupo comigo hoje.
Como o texto tá grande pra caralho, vou deixar assim mesmo. Ainda tem bastante coisa pra contar, mas se calhar de uma parte 2, eu escrevo e mando aqui depois. Espero não estar enchendo o saco de vocês com um textão desse, vou repensar se continuo desabafando sobre esse problema kkk.
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2020.08.27 18:28 Hiperiao Acho que estou começando a odiar meu pai

Convivo com um pai egocêntrico que, à mesa, fala só sobre si e suas conquistas quando não ironiza minha mãe, falando sobre outras mulheres num tom sarcástico(como algumas atrizes que aparecem na tv, que são mais bonitas que ela,etc.), ou que me educou a sentar corretamente e não derrubar farelos, mas, quando olhamos o chão, a maior sujeira sempre estará embaixo do lugar dele. Além disso, sinto que minhas conquistas só são comemoradas por ele(como minha aprovação num vestibular concorridíssmo) na medida que elas são apenas uma extensão do "sucesso" dele, como se eu fosse um produto de sucesso que deve tudo a ele. Como se isso só não bastasse, agora que fui admitido na faculdade, não consigo sequer estudar, pois ele deixa a TV num volume extremamente alto e quando peço para ele abaixar o volume, sempre, ele vai desligar e ir dormir, como se eu ou minha mãe fossemos tiranos com ele. Isso ocorre desde que eu era criança, lembro-me com clareza de diversas situações em que ele me "corrigia" na frente de seus amigos, coisas como "quando você tiver sua namorada, vai me chamar pra ficar com ela? você não consegue fazer nada sozinho?" ou, já na minha adolescência, nos meus 15, quando ele levava eu, meu amigo e uma menina para uma reunião da escola quando ele disse para eles que "Eu deveria ser mais como eles dois, que já 'namoram' e largar meus jogos de computador" esses tipos de desprezo, na frente de meus dois amigos que, presumivelmente, ficaram sem reação. Agora, durante a quarentena, além desses episódios da tv e das refeições, é insuportável conversar sobre praticamente qualquer assunto com ele, pois, de duas uma, ele não ouvirá o que você diz e presumirá que sabe mais que você e, por conseguinte, tentará te ensinar, ou, levará esse assunto para a política(sim, sobre pt, bolsonaro, etc.), já que ele literalmente assiste noticiários em todo o seu tempo livre.
Essas foram apenas alguns pormenores que me vêm à cabeça agora, eles em si podem não ser os mais relevantes que me ocorreram, mas, creio que já sirvam pra pavimentar o imaginário de vocês com o tipo de relação que eu e ele levamos. Ah, pra haver certo contrapeso, bens materiais nunca me foram negados, quando solicitei um notebook para estudos, recebi-o sem mais, afinal de contas, tinha passado... Finalmente, acho que era isso, como aditivo, não sei se seria justo odiá-lo, pois já conheci pais piores que, visivelmente, não gostavam de seus filhos, mas, essa pressão dele, não sei como lidar.
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2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.14 10:08 Gustahduarte the history of my life

Bom neste texto irei contar um pouco da minha historia, e gostaria que dissessem aí nos comentários o que vocês acharam e se querem uma continuação comentem aí ok, então... acomodados ? vamos lá. tudo começa quando eu nasci "obvio" logo quando nasci meu pai foi preso e minha mãe bom ela não tinha interesses em me criar e acabou me abandonando, literalmente no portão da minha vó, que a principio não queria me pegar porém por insistência do meu avó, acabaram ficando comigo. no inicio era só eu meu avô e minha avó, com meu pai preso e minha mãe tendo me abandonado foi meio complicado para mim entender a situação, conforme fui crescendo não entendia o por que de meus pais nunca irem no meu aniversario, ou nunca aparecerem para cuidar de mim, e basicamente fui me virando sozinho já que meu vó trabalhava na rua e minha vó ajudava. então não tinha ninguém para cuidar de mim, então desde de cedo tive que aprender a cozinhar, lavar, passar e aprender que ninguém ficaria feliz quando me visse. a minha família por parte de pai no inicio foi compreensiva, porém pelo fato de ele ter sido preso logo não quiseram mais saber de nada que me envolvia, meus tios e tias não me viam mais, minha biza avó não se importava comigo, eu era excluído das festas de família ou qualquer outro tipo de reunião. então como podem ver estava sozinho sem ninguém basicamente todos os dias me perguntava quando veria meu pai ou minha mãe, até que minha vó me disse que eu nunca veria minha mãe por que ela me deixou, fiquei super chateado pois eles diziam que ela estava longe viajando e que voltaria, quando ela disse isso não acreditei, simplesmente chorei, não tinha emocional para aquilo na época, então tive que aceitar que fui abandonado pela pessoa que deveria me amar, cuidar de mim, me proteger e me ensinar a viver. sobre o meu pai já sabia da sua situação, a partir dos meus seis anos de idade comecei a visitar ele na cadeia, e por um tempo isso foi bom, pelo menos ver ele e era incrível, até que quando fiz oito anos ele saiu da cadeia e fiquei super empolgado, pois ele dizia que quando saísse nós íamos ser muito felizes, porém ele estava diferente, frio e cruel e tentava me colocar contra meus avós, usava diversas drogas na minha frente, e até mesmo me deixava sozinho em casa tarde da noite "eu morria de medo" e quando ele chegava bêbado "descontava' em mim se é que vocês me entendem, e por um tempo foi assim. até que minha avó viu ele usando drogas na minha frente e expulsou ele daqui, ele foi embora. e depois fiquei sabendo que ele avia criado uma família, em outra cidade, com outra mulher e se tornou alguém melhor, e isso me fazia pensar "será que sou eu ?" eu cresci me culpando por minha mãe ter me largado, por meu pai não querer ficar perto de mim, por eu não ter nenhum amigo. pois nenhum pai deixava seus filhos brincarem comigo, por já saberem da vida do meu pai, e que ele já avia roubado até casas aqui na vizinhança e etc... e quando o problema não era os pais as crianças por si só me achavam estranho e faziam bulling comigo, meu único amigo era meu avô, isso quando eu conseguia ver ele, pois ele era muito ocupado. porém nunca me deixou faltar nada, sempre comprava tudo do bom e do melhor para mim, porém ele e minha avó não entendiam que o que eu mais queria dinheiro nenhum poderia me dar, o tempo foi se passando e meu vó conseguiu construir um bar que ele tanto sonhava, ao lado de nossa casa, assim ficando mais próximo de mim. nessa época ainda sofria bulling, e já avia me dado conta de que estava com depressão e ansiedade, fui levado a vários médicos para tentar me "ajudar" porém só receitavam remédios, que na maioria das vezes eu não tomava, pois tinha medo de ficar viciado e depender disso, então tentava me alegrar sozinho. e assim foi indo a minha vida sofrendo bulling, com problemas familiares, com depressão e ansiedade, e sem nenhum amigo. ainda me culpava muito pelo assunto dos meus pais, mesmo muitos dizendo que não era minha culpa, mais não importava o quanto gritassem isso para mim eu nunca entendia e sendo sincero até hoje não entendo, pois continuo com todos esses problemas que citei para vocês que aconteceram a anos atrás. Bom ainda tem muito para contar, porém isso fica para uma outra hora, se vocês quiserem, é claro, obrigado por tirarem esse tempinho para ler esse post gigante kkk e é isso tmj <3
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2020.08.13 19:50 ferrada0987654321 Aventuras de um Home Office solitário (conto)

Trabalho em uma dessas empresas que, por causa do corona, se adaptou tranquilamente ao home office. O problema é que o escritório era a minha única fonte de relação humana. Agora com o corona, fico 24x7 em casa, sozinha.
Para muitas pessoas, isso seria ruim, chato, insuportável, entediante. Não para mim. Pelo contrário, agora agradeço ao Universo por não ter que lidar com a falsidade e o barulho do escritório. Estou adorando ficar em casa, trabalhar seminua, conversar com clientes e colegas e eles não saberem como estou no momento que estou falando com eles. Virou praticamente um vício eu atender clientes nas mais variadas posições, usando minha coleção de brinquedos, usando minhas lingeries sexy.
Para apimentar ainda mais meu dia a dia, inventei um jogo. Em reunião com a minha equipe, tenho que gozar pelo menos 3x, em posições diferentes e sem que ninguém perceba. O microfone fica ligado o tempo todo. Se alguém notar alguma coisa ou me perguntar se estou bem, eu perco. A punição é ficar proibida de gozar nas próximas 24h. Se ninguém notar nada, eu ganho. Se eu ganhar, incluo dinheiro na minha conta que é exclusiva pra comprar brinquedos. No começo era difícil, sempre perdia por deixar um gemido escapar. Cada derrota me deixava mais obstinada a ser o mais "ninja" possível. Agora já tenho pelo menos mais 2 brinquedos diferentões hihi.
Já fui na padaria só com um plug bonitinho, bem no fundo da minha bunda, já fiz despesa com vibrador encaixado na buceta, já recebi a pizza toda amarrada por baixo do vestido.
O mais emocionante pra mim é que ninguém sabe disso, posso ser literalmente qualquer mulher da multidão e você jamais saberia. Talvez eu até já sentei do seu lado no metrô ou comprei pão na sua frente e você jamais notaria. Passo desapercebida na cidade, e estou totalmente ok com isso. Muita gente gosta de se exibir, de mandar nudes, mas eu não. Gosto de aproveitar a minha sensualidade sozinha. Talvez algum dia encontre algum príncipe encantado da safadeza, que divida comigo esses momentos e esses jogos, mas por ora, eu me basto.
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2020.08.12 04:15 YatoToshiro Persona 5 Royal (PS4) Analise

Persona 5 Royal (PS4) Analise

https://preview.redd.it/bdzuepwldhg51.png?width=1024&format=png&auto=webp&s=d40f807566790c3f74acb8cdc6d572d7e5c06dac
Persona 5 Enredo:
Depois que o Joker defende uma mulher de ser abusada por um homem bêbado na rua, ele é falsamente acusado de agressão e colocado em liberdade condicional, resultando na expulsão de sua escola. Joker é enviado para Tóquio para ficar com seu amigo da família Sojiro Sakura e frequentar a Shujin Academy durante seu ano de liberdade condicional. Após sua chegada, ele é levado para a Sala de Veludo, onde Igor o avisa que ele deve "se reabilitar" para evitar a ruína futura, e concede a ele acesso a um aplicativo móvel sobrenatural que leva Joker ao Metaverso e ao Palácio do voleibol abusivo da escola treinador Suguru Kamoshida. O Joker conhece Morgana, que o informa sobre a habilidade de mudar o coração das pessoas perversas, roubando seu "Tesouro", a raiz emocional de seu comportamento, dos Palácios governados por seus Shadow Malignos. Após reformar Kamoshida com sucesso, Ryuji, Joker, Ann e Morgana formam os Ladrões Fantasmas de Corações, roubando a corrupção dos corações dos adultos para reformar a cidade.
Conforme o número de membros e sucessos dos Ladrões Fantasmas aumenta, eles atraem a atenção do público e da polícia, incluindo o promotor público Sae Niijima e o detetive prodígio Goro Akechi. Os Ladrões Fantasmas descobrem que outro grupo secreto, incluindo um assassino com máscara negra, está usando o Metaverso para assassinar seus alvos e, em seguida, enquadrando os Ladrões Fantasmas de Corações pelas mortes. Em busca da conspiração, o grupo se junta a Akechi, que posteriormente é revelado ser o assassino mascarado. Escapando para se esconder com a ajuda de Sae, os Ladrões Fantasmas deduzem que o líder da conspiração é o político Masayoshi Shido, que tem usado a habilidade de Akechi de se infiltrar no Metaverso para remover obstáculos para que ele se torne primeiro-ministro e imponha suas reformas no Japão, bem como no que apresentou acusações de agressão contra Joker. Quando os Ladrões Fantasmas se infiltram no Palácio de Shido, eles enfrentam Akechi, que revela ser filho ilegítimo de Shido. Ele também revela que tem planejado secretamente se vingar de Shido por anos de negligência e convoca seu verdadeiro Persona: Loki. Uma vez derrotado, Akechi se sacrifica para proteger os Ladrões Fantasmas de um grupo de inimigos, permitindo que eles escapem, alcancem e derrotem Shido.
Apesar da prisão e confissão de Shido após sua mudança de opinião, o público continua desinteressado e perdeu a confiança na autoridade e nos Ladrões Fantasmas. Em resposta, os Ladrões Fantasmas fazem um assalto final para se infiltrar nas profundezas de Mementos, o Palácio dos corações de todos, e roubar o tesouro em seu núcleo. Lá dentro, eles descobrem que o público está um caos e optou por abrir mão de sua autonomia. Os Ladrões Fantasmas são então ejetados das Mementos pelo próprio Tesouro, assumindo a forma do Santo Graal, e desaparecem após testemunhar a fusão do Metaverso com a realidade. Acordando na Sala de Veludo, Joker confronta Igor, Caroline e Justine. Caroline e Justine recuperam suas memórias e se fundem em Lavenza, sua verdadeira forma. Lavenza revela o Igor que o Coringa tem visto na Sala de Veludo até este ponto é Yaldabaoth, que aprisionou o Igor real. Yaldabaoth, o Santo Graal, foi criado a partir do desejo da humanidade de abrir mão do controle e, por meio de uma aposta feita com Igor sobre os objetivos da humanidade, Yaldabaoth deu a Joker e Akechi suas habilidades para ver se o mundo seria preservado ou destruído por suas ações, ao mesmo tempo que conduz o jogo a seu favor.
Joker rejeita a oferta de Yaldabaoth de retornar ao seu mundo às custas de sua liberdade, e ele, junto com o resto dos Ladrões Fantasmas, luta contra ele. Os confidentes de Joker conquistam o apoio popular do povo, rebelando-se contra o controle da humanidade por Yaldabaoth e permitindo que Joker desperte sua personalidade definitiva para destruir Yaldabaoth e o Metaverso. Após a derrota de Yaldabaoth, para que Shido seja processado, Joker deve se transformar na polícia. Enquanto Joker está encarcerado, o resto dos Ladrões Fantasmas e seus confidentes ajudam a garantir a evidência da inocência de Joker na acusação de agressão, levando a sua condenação sendo anulada. Na primavera, os amigos de Joker o levam de volta para sua cidade natal.
Persona 5 Royal Enredo:
Em Persona 5 Royal, dois novos personagens interagem com os Ladrões Fantasmas: Kasumi Yoshizawa, uma talentosa ginasta rítmica que se transferiu para Shujin ao mesmo tempo que Joker, e Takuto Maruki, um conselheiro escolar contratado após a exposição de Kamoshida. Kasumi desperta para sua Persona após chamar Joker para um novo palácio em Odaiba. Maruki, por sua vez, fala com cada um dos Ladrões Fantasmas, aprendendo seus desejos mais profundos. Depois de derrotar Yaldabaoth, Akechi se entrega a Sae no lugar de Joker. No início do ano seguinte, Joker encontra a realidade distorcida; Akechi foi libertado sem motivo, e cada Ladrão Fantasma teve seu desejo mais profundo realizado. Joker, Akechi e Kasumi investigam o Palácio em Odaiba e descobrem que seu dono é Maruki, que também é um usuário Persona e capaz de alterar a realidade. Através da influência de Yaldabaoth, Maruki também controla Mementos, tendo-o usurpado dos Ladrões Fantasmas depois que eles confessaram seus desejos a ele durante suas sessões de aconselhamento.
Maruki revela que "Kasumi" é sua irmã gêmea Sumire, personificando-a para lidar com sua morte, e dá a Joker tempo para escolher se aceita sua realidade idealizada. Joker lembra os Ladrões Fantasmas e Sumire de suas vidas reais, e eles concordam em mudar o coração de Maruki. No início de fevereiro, Joker descobre por Maruki que Akechi foi trazido de volta à realidade pelo desejo de Joker de salvá-lo e que se ele continuará a viver depende de Joker aceitar o mundo de Maruki. O Coringa recusa a oferta e os Ladrões Fantasmas derrotam Maruki no dia seguinte. A realidade volta ao normal, e com Akechi desaparecido, Joker se encontra de volta à prisão, mas com a ajuda dos Ladrões Fantasmas e seus Confidantes, ele é absolvido de suas acusações.
Em sua reunião final após a libertação de Joker, cada membro dos Ladrões Fantasmas escolhe perseguir seu futuro. No dia em que ele deveria voltar para casa, Joker escapa perseguindo agentes do governo com a ajuda dos Ladrões Fantasmas e de um Maruki reformado, que agora é motorista de táxi. Na estação, Sumire o encontra e se despede. Uma cena pós-crédito alcançada por meio de certos requisitos de jogo mostra uma pessoa parecida com Akechi passando pela janela no trem de Joker para casa.

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A Analise aqui vai valer tanto pro Antigo e pro Royal.
Persona 5:
Enredo MERDA, mas o jogo é OK.
Historia do Persona 5 é bem fraco comparando com Persona 4, Se pá ele é mais fraco comparando quase todos jogos de Persona. Mas tirando isso tem coisas que faz esse jogo não ser um completo Flop como Sonic Forces ou Jump Force da vida.
Persona 5 Royal:
Enredo que considerei uma Merda no Antigo foi pra BOM e muita coisa deixou esse jogo mais Legal do que ele já era.
A historia em si continua sendo uma merda, mas o que salva esse jogo é o Terceiro Semestre do jogo. A Parte que conta a Historia da Kisume e Dr Maruki apesar de ser Clichê para krl, eu confesso que eu gostei. Foi bem desenvolvido. Tudo que tem de NOVO no Royal é Fantástico.
Mesmo não gostando da Historia de P5, eu confesso que eu amo esse jogo. Mas pra mim esse jogo é dos primeiros Jogos de RPG que Nunca mais vou pensar em revisitar o jogo. Enfrentar os chefes desse jogo é um Saco
submitted by YatoToshiro to u/YatoToshiro [link] [comments]


2020.08.12 04:14 YatoToshiro Persona 5 Royal (PS4) Analise


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Persona 5 Enredo:
Depois que o Joker defende uma mulher de ser abusada por um homem bêbado na rua, ele é falsamente acusado de agressão e colocado em liberdade condicional, resultando na expulsão de sua escola. Joker é enviado para Tóquio para ficar com seu amigo da família Sojiro Sakura e frequentar a Shujin Academy durante seu ano de liberdade condicional. Após sua chegada, ele é levado para a Sala de Veludo, onde Igor o avisa que ele deve "se reabilitar" para evitar a ruína futura, e concede a ele acesso a um aplicativo móvel sobrenatural que leva Joker ao Metaverso e ao Palácio do voleibol abusivo da escola treinador Suguru Kamoshida. O Joker conhece Morgana, que o informa sobre a habilidade de mudar o coração das pessoas perversas, roubando seu "Tesouro", a raiz emocional de seu comportamento, dos Palácios governados por seus Shadow Malignos. Após reformar Kamoshida com sucesso, Ryuji, Joker, Ann e Morgana formam os Ladrões Fantasmas de Corações, roubando a corrupção dos corações dos adultos para reformar a cidade.
Conforme o número de membros e sucessos dos Ladrões Fantasmas aumenta, eles atraem a atenção do público e da polícia, incluindo o promotor público Sae Niijima e o detetive prodígio Goro Akechi. Os Ladrões Fantasmas descobrem que outro grupo secreto, incluindo um assassino com máscara negra, está usando o Metaverso para assassinar seus alvos e, em seguida, enquadrando os Ladrões Fantasmas de Corações pelas mortes. Em busca da conspiração, o grupo se junta a Akechi, que posteriormente é revelado ser o assassino mascarado. Escapando para se esconder com a ajuda de Sae, os Ladrões Fantasmas deduzem que o líder da conspiração é o político Masayoshi Shido, que tem usado a habilidade de Akechi de se infiltrar no Metaverso para remover obstáculos para que ele se torne primeiro-ministro e imponha suas reformas no Japão, bem como no que apresentou acusações de agressão contra Joker. Quando os Ladrões Fantasmas se infiltram no Palácio de Shido, eles enfrentam Akechi, que revela ser filho ilegítimo de Shido. Ele também revela que tem planejado secretamente se vingar de Shido por anos de negligência e convoca seu verdadeiro Persona: Loki. Uma vez derrotado, Akechi se sacrifica para proteger os Ladrões Fantasmas de um grupo de inimigos, permitindo que eles escapem, alcancem e derrotem Shido.
Apesar da prisão e confissão de Shido após sua mudança de opinião, o público continua desinteressado e perdeu a confiança na autoridade e nos Ladrões Fantasmas. Em resposta, os Ladrões Fantasmas fazem um assalto final para se infiltrar nas profundezas de Mementos, o Palácio dos corações de todos, e roubar o tesouro em seu núcleo. Lá dentro, eles descobrem que o público está um caos e optou por abrir mão de sua autonomia. Os Ladrões Fantasmas são então ejetados das Mementos pelo próprio Tesouro, assumindo a forma do Santo Graal, e desaparecem após testemunhar a fusão do Metaverso com a realidade. Acordando na Sala de Veludo, Joker confronta Igor, Caroline e Justine. Caroline e Justine recuperam suas memórias e se fundem em Lavenza, sua verdadeira forma. Lavenza revela o Igor que o Coringa tem visto na Sala de Veludo até este ponto é Yaldabaoth, que aprisionou o Igor real. Yaldabaoth, o Santo Graal, foi criado a partir do desejo da humanidade de abrir mão do controle e, por meio de uma aposta feita com Igor sobre os objetivos da humanidade, Yaldabaoth deu a Joker e Akechi suas habilidades para ver se o mundo seria preservado ou destruído por suas ações, ao mesmo tempo que conduz o jogo a seu favor.
Joker rejeita a oferta de Yaldabaoth de retornar ao seu mundo às custas de sua liberdade, e ele, junto com o resto dos Ladrões Fantasmas, luta contra ele. Os confidentes de Joker conquistam o apoio popular do povo, rebelando-se contra o controle da humanidade por Yaldabaoth e permitindo que Joker desperte sua personalidade definitiva para destruir Yaldabaoth e o Metaverso. Após a derrota de Yaldabaoth, para que Shido seja processado, Joker deve se transformar na polícia. Enquanto Joker está encarcerado, o resto dos Ladrões Fantasmas e seus confidentes ajudam a garantir a evidência da inocência de Joker na acusação de agressão, levando a sua condenação sendo anulada. Na primavera, os amigos de Joker o levam de volta para sua cidade natal.
Persona 5 Royal Enredo:
Em Persona 5 Royal, dois novos personagens interagem com os Ladrões Fantasmas: Kasumi Yoshizawa, uma talentosa ginasta rítmica que se transferiu para Shujin ao mesmo tempo que Joker, e Takuto Maruki, um conselheiro escolar contratado após a exposição de Kamoshida. Kasumi desperta para sua Persona após chamar Joker para um novo palácio em Odaiba. Maruki, por sua vez, fala com cada um dos Ladrões Fantasmas, aprendendo seus desejos mais profundos. Depois de derrotar Yaldabaoth, Akechi se entrega a Sae no lugar de Joker. No início do ano seguinte, Joker encontra a realidade distorcida; Akechi foi libertado sem motivo, e cada Ladrão Fantasma teve seu desejo mais profundo realizado. Joker, Akechi e Kasumi investigam o Palácio em Odaiba e descobrem que seu dono é Maruki, que também é um usuário Persona e capaz de alterar a realidade. Através da influência de Yaldabaoth, Maruki também controla Mementos, tendo-o usurpado dos Ladrões Fantasmas depois que eles confessaram seus desejos a ele durante suas sessões de aconselhamento.
Maruki revela que "Kasumi" é sua irmã gêmea Sumire, personificando-a para lidar com sua morte, e dá a Joker tempo para escolher se aceita sua realidade idealizada. Joker lembra os Ladrões Fantasmas e Sumire de suas vidas reais, e eles concordam em mudar o coração de Maruki. No início de fevereiro, Joker descobre por Maruki que Akechi foi trazido de volta à realidade pelo desejo de Joker de salvá-lo e que se ele continuará a viver depende de Joker aceitar o mundo de Maruki. O Coringa recusa a oferta e os Ladrões Fantasmas derrotam Maruki no dia seguinte. A realidade volta ao normal, e com Akechi desaparecido, Joker se encontra de volta à prisão, mas com a ajuda dos Ladrões Fantasmas e seus Confidantes, ele é absolvido de suas acusações.
Em sua reunião final após a libertação de Joker, cada membro dos Ladrões Fantasmas escolhe perseguir seu futuro. No dia em que ele deveria voltar para casa, Joker escapa perseguindo agentes do governo com a ajuda dos Ladrões Fantasmas e de um Maruki reformado, que agora é motorista de táxi. Na estação, Sumire o encontra e se despede. Uma cena pós-crédito alcançada por meio de certos requisitos de jogo mostra uma pessoa parecida com Akechi passando pela janela no trem de Joker para casa.

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A Analise aqui vai valer tanto pro Antigo e pro Royal.
Persona 5:
Enredo MERDA, mas o jogo é OK.
Historia do Persona 5 é bem fraco comparando com Persona 4, Se pá ele é mais fraco comparando quase todos jogos de Persona. Mas tirando isso tem coisas que faz esse jogo não ser um completo Flop como Sonic Forces ou Jump Force da vida.
Persona 5 Royal:
Enredo que considerei uma Merda no Antigo foi pra BOM e muita coisa deixou esse jogo mais Legal do que ele já era.
A historia em si continua sendo uma merda, mas o que salva esse jogo é o Terceiro Semestre do jogo. A Parte que conta a Historia da Kisume e Dr Maruki apesar de ser Clichê para krl, eu confesso que eu gostei. Foi bem desenvolvido. Tudo que tem de NOVO no Royal é Fantástico.
Mesmo não gostando da Historia de P5, eu confesso que eu amo esse jogo. Mas pra mim esse jogo é dos primeiros Jogos de RPG que Nunca mais vou pensar em revisitar o jogo. Enfrentar os chefes desse jogo é um Saco.
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2020.07.31 17:13 fraza987 [Valores éticos] Preciso de ordenar por importância 5 pessoas. Qual é a vossa opinião, e com que argumentos justificam a vossa escolha?

Um avião parte para Bruxelas da qui a 30 min.
Há 5 pessoas para entrar no avião.
1º- Um advogado que tem um julgamento amanhã as 10h, e vai defender um homem honesto que tem mulher e 4 filhos, que vai ser condenado a pena de morte. O advogado acredita que o homem é inocente.
2º- Um empresário que tem uma reunião amanhã as 9h, porque a sua empresa vai ser deslocalizada. Se isto acontecer 400 pessoas vão para a rua.
3º- Um engenheiro cujo a sua mulher está grávida, mas esta quer abortar. O engenheiro quer ir para Bruxelas para convencer esta a desistir da ideia do aborto, e a ter o filho com ele.
4º- Um turista tem a mulher doente ligada a máquinas. Esta quer desligar as máquinas, mas ele não concorda e quer convencê-la que aquela não é a melhor opção.
5º- Um engenheiro descobriu uma falha grave na construção de um estádio que tem um jogo da qui a 2 dias. O estádio desmoronar-se-á com esta falha e perder-se-á milhares de vidas.
Como é que vocês ordenavam estas pessoas, e porquê?
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2020.07.25 18:34 YatoToshiro Fate/Gensokyo #47 Archer of Red (Fate/Apocrypha)


Fate/Apocrypha - Fate/Grand Order
​O Nome Verdadeiro do Arqueiro é Atalanta, Uma caçadora famosa conhecida como Caçadora de Castas Que aparece na mitologia grega.
Ela é uma caçadora famosa por seus pés rápidos na lenda da Grécia Antiga. Ela se tornou famosa depois de ser a primeira a lançar uma flecha no Javali Calidoniano durante seu extermínio. Além disso, ela é incluída como membro dos argonautas, que reuniram bravos heróis de toda a Grécia. Ela tem o passado trágico de nascer como filha de um rei de um determinado país e ainda ser abandonada nas montanhas por seu pai.
Legend
Atalanta nasceu como filha do rei Iasus da Arcádia. No entanto, apesar de ter nascido e ser a princesa do paraíso natural, Atalanta acabou sendo abandonada nas florestas e nas montanhas imediatamente quando nasceu, quando foi evitada pelo pai - que desejava um filho. Mas ela sobreviveu graças à proteção divina de Artemis, uma deusa virgem que sentiu pena dela. Ártemis enviou e fez um urso fêmea, um animal sagrado da deusa, nutrir a menina dando leite e levantando-a. Em gratidão, Atalanta é um seguidor fervoroso de Ártemis.
Depois disso, depois de ter sido criada pela ursa enviada por Artemis, e mais tarde foi descoberta e adotada por caçadores que pisaram nas montanhas, Atalanta desenvolveu suas habilidades conspicuamente, talvez devido ao seu talento latente, e também se tornou uma caçadora. Ao atingir a idade adulta, Atalanta cresce e se torna uma caçadora excelente e inigualável, e ela realiza muitas aventuras.
Há três contos pelos quais Atalanta é famosa. O primeiro conto é sobre como ela foi escolhida, acompanha e participa como membro dos Argonautas liderados por Jason. Atalanta se orgulha de ser a mais rápida entre os humanos, e logo depois de se tornar uma das poucas tripulantes do Argo, ela conheceu o herói Meleager.
Meleager ficou encantado com Atalanta, e ele a convidou para o extermínio da Besta Mágica da Caledônia. O segundo conto é sobre o extermínio do Javali Calidoniano, onde Atalanta é mais conhecida por sua participação nesta caçada, mas isso resultou em uma tragédia logo após esse evento. Por uma questão de exterminar esta Besta Mágica que foi despachada por Artemis, que ficou com raiva de um rei que estava sendo negligente ao oferecer-lhe um sacrifício, Atalanta e os outros esgotaram seus esforços em uma tentativa desesperada de caçar o javali. No entanto, embora Meleager tenha perfurado o golpe final, ele entregou a conquista a Atalanta, que foi a primeira a acertar sua flecha no javali, sendo um ato de boa vontade para Atalanta, ou Meleager tendo pensado que isso é algo que deveria seja simplesmente seguido como um herói.
Em relação aos homens, eles demonstraram descontentamento em relação a isso, onde não podem crescer para serem simplesmente tolerantes e estavam dizendo que possuem habilidades maiores que Atalanta, que é mulher. Uma briga de repente ocorreu entre Meleager e seus parentes, e Meleager foi infligido por uma maldição mortal.
O terceiro conto é sobre a disputa pelo casamento de Atalanta. Após a caçada ao Javali Calidoniano, Atalanta retornou à sua terra natal, mas seu pai, que nunca teve um filho, ordenou que ela se casasse. uando os pretendentes começaram a se apressar para pegar sua mão, a problemática Atalanta decidiu transformá-la em uma competição de corrida de pés. Ao prometer um voto de virgindade à deusa, ela proclamou: "Só me casarei com alguém que possa me derrotar numa corrida de pés. Aqueles que perderem serão mortos". Ela rasgou um grande número de desafiantes. Embora Atalanta não perdesse para ninguém na corrida aos pés, ela caiu nos planos covardes de um homem que pediu emprestada a ajuda de uma deusa e acabou se casando sem força. Ela perdeu quando foi levada a pegar maçãs douradas irresistíveis jogadas na frente dela, e ela teve que quebrar seu voto. Posteriormente, foi dito que ela foi transformada em leão como punição, mas isso é incerto.
Em relação a Meleager, é incerto que tipo de sentimentos Atalanta abraçou por ele. No entanto, ela parecia ter visto o resultado de um homem que a amava ser arrastado para uma tragédia, enquanto, com relação à persuasão de seu pai em se casar, ela tentava escapar da demanda irracional que lhe era imposta, mas ela também não conseguia. No final, nenhum desses contos teve um final particularmente feliz para ela, e sua desconfiança em relação aos homens se tornou extremamente forte devido ao terceiro conto em particular também.
No que diz respeito a ela, Atalanta é uma existência que projetou seu eu anterior enquanto, simultaneamente, ela existe como um símbolo de pureza para as crianças. Embora ela tenha sido salva pelas mãos dos deuses, é quase além da redenção para o resto das crianças. Ela, que se materializou como serva, confia a salvação dos filhos ao Santo Graal. Todas as crianças do mundo todo. Essa missão não tem recompensa e, mesmo assim, mesmo sabendo que é um desafio difícil e quase impossível de realizar, ela perseguirá esse sonho por toda a eternidade.
Fate/Extra
Atalanta é brevemente mencionado em Fate/Extra como um Servo de passagem de um Mestre sem nome de Saber em uma conversa em Sala Privada. Ela elogia Atalanta como uma bela caçadora e um dos exemplos de um belo espírito heróico, ao contrário dos "feios", como piratas e ladrões. A menção não tem relação com o design dos apócrifos, e ela não faz uma aparição real.
A adaptação para mangá de Fate/Extra combina os dois aspectos, apresentando uma breve participação especial no design apócrifo de Atalanta. Saber e Atalanta lutam brevemente contra Lancer, onde Saber salva Atalanta do ataque de Lancer. Por fim, ela e seu Mestre perecem na Guerra do Santo Graal das Células da Lua.
Fate/Grand Order
Orleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem Anos
Atalanta, junto com outros Servos, é convocada por Jeanne Alter como Arqueira-Berserk.Para participar de sua destruição da França. Ela é encontrada por Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight e seus aliados quando eles vão assaltar o palácio de Orleans. Depois de ser derrotada por eles, Atalanta aceita sua derrota, dizendo que a tarefa que lhe foi dada foi problemática e sem recompensa. Ela então diz ao grupo para derrubar Jeanne Alter. Ela tenta dizer algo sobre a próxima vez, mas desaparece antes que ela pudesse.
Okeanos: Os Quatro Mares Selados do Fim
Atalanta é um aliado da singularidade de Okeanos. Ela foi convocada junto com os outros argonautas: Jason, Heracles e Medea. No entanto, quando Jason quis procurar a Arca e sacrificar um deus, ela deixou o grupo. Ela finalmente encontra David e diz a ele o que Jason planeja fazer com a Arca. Depois de informá-lo disso, ela decide esperar com David até que os aliados cheguem à época.
Eles finalmente ouvem sobre Ritsuka e seus aliados procurando a Arca antes de Jason chegar a ela. Depois que Atalanta envia uma mensagem ao Golden Hind por flecha, David aguarda ansiosamente a chegada do navio, mas ela diz para ele se acalmar. Ela consegue desviar todos os flertes de David até Ritsuka e seus aliados chegarem. Ela vai conhecer o grupo onde se lembra de Ritsuka e Mash de Orleans, mas desta vez agradece por ser ela mesma. Após o choque de descobrir que Artemis é um romântico sem esperança, Atalanta leva o grupo pela ilha a conhecer David. Ela então fala de suas circunstâncias ao convocar e se aliar a David, explicando que nunca havia gostado de Jason na vida.
Mais tarde, Atalanta ajuda o grupo em seu plano de destruir Heracles, atraindo-o e fazendo-o tocar na Arca. Depois, ela e David se juntam ao grupo no Hind Dourado enquanto perseguem Jason. Depois que Caldéia recupera o Santo Graal de Medéia, Atalanta diz a Ritsuka e Mash que ela está feliz em ajudar neste momento antes de desaparecer com o colapso da Singularidade, embora ela se perguntasse como continuaria a oferecer sua oração a Artemis, agora que sua personalidade foi revelado.
Salomon: O Grande Templo do Tempo
Atalanta está entre os Servidores da Singularidade "Okeanos" para ajudar a Caldéia contra os Pilares dos Deuses Demônios. David flerta com Atalanta e a chama de Abishag.
Corrida de Verão Dead Heat! ~ Ishtar Taça de esperanças e sonhos
Atalanta é o líder de um grupo de bandidos que residem nos terrenos baldios. Ela se revela aos pilotos depois que eles derrotam alguns dos bandidos, referindo-se a eles como seus filhos. Ela explica que os pais são muito mais do que apenas genética e diferença de idade em resposta à confusão do grupo. Chamando o terreno baldio às planícies de Atalanta, ela diz aos corredores que suas estradas levam a onde ela e seus "filhos" plantaram maçãs-semente. Ela diz que eles são essenciais para o futuro de seus "filhos", então ela não pode permitir que eles sejam destruídos na corrida. Ela ignora a explicação de Helena Blavatsky de que as maçãs não podem crescer em um clima árido como o deserto. Ela então permite que os pilotos voltem ou encontrem outro caminho, caso contrário ela os matará. Eles a ignoram e continuam correndo, mas acionam as minas terrestres que ela plantou para proteger as maçãs das sementes. Atalanta declara que fará qualquer coisa, por mais desprezível que seja, para proteger seus "filhos". Ela então revela que comprou as minas terrestres de um demônio passageiro, garantido que elas trabalhariam nos servos. Quando Nitocris diz que as maçãs foram destruídas, considerando o tamanho das explosões das minas terrestres, Atalanta culpa os corredores pelo que aconteceu. Nitocris e Scheherazade tentam correr à frente, mas Atalanta os alcança facilmente a pé. Depois de ser derrotada por eles, ela diz que a fez para desempenhar seu papel. Ela admite que era um pouco demais esperar que eles acreditassem que uma gangue de bandidos eram seus filhos antes de desaparecer.
Fate/Apocrypha: Herança da Glória
Após a conclusão da Grande Guerra do Santo Graal, Darnic, ainda fundido com Vlad, permaneceu no Grande Graal. Ainda desejando adquirir o Graal, ele manifestou réplicas irracionais dos Servos participantes da guerra (exceto os Governantes) para lutar incessantemente em uma recriação da guerra dentro de uma recriação de Trifas. Eventualmente, Atalanta, Spartacus e Frankenstein atacam a Fortaleza Yggdmillenia, onde a festa de Ritsuka se baseia à noite. Eles derrotaram pelo grupo e desaparecem com a luz da manhã.
Devido à influência de Sieg, Atalanta, Spartacus e Frankenstein se manifestam na manhã seguinte. Aquiles pergunta a Atalanta se ela é a mesma que seu pai, Peleu, sempre falou. Ela percebe que ele é filho de Peleu, e lembra Peleu como o homem que ela jogou durante uma marcha de luta livre. Quíron entra na sala e pede ajuda para fazer armadilhas. Ele presume que ela seria mais adequada quando se trata de florestas. Atalanta aceita, mas ela se pergunta que dever, já que todos estão dentro do Graal. Quíron responde que é para proteger o Graal e diz que eles eram inimigos na realidade. Atalanta acha normal que os inimigos se tornem aliados; Aquiles diz que eles eram aliados como Servos de Vermelho. Ela está feliz por tê-lo como aliado, mas ressalta que o inimigo é instilado com a Divindade para negar sua imortalidade. Ela acha desagradável a perspectiva de potencialmente lutar contra si mesma mais tarde. Assim, ela pede a Aquiles para não arrastar "seu" corpo. Aquiles responde que ele não faria isso a menos que fosse um Berseker, ao qual Atalanta responde que ela estava brincando. Apesar de não ter nenhuma lembrança da Grande Guerra do Santo Graal, ela sente que ela e Aquiles tiveram muitas conversas. Aquiles responde que ele sempre quis conhecê-la desde que seu pai falou com carinho dela; Atalanta pede que ele pare de vergonha. Mais tarde, ela lança a catástrofe de Phoebus nas réplicas de Astolfo, Siegfried e Mordred atacando a fortaleza. A réplica Astolfo é capaz de evitá-la, no entanto, graças à capacidade de mudança de dimensão de Hippogriff. Então Atalanta decide que ela e Quíron continuarão atirando até que ele se materialize.
No dia seguinte, o grupo se une aos Astolfo, Siegfried e Mordred re-materializados. Durante uma reunião no jardim, é determinado que os Jardins Suspensos da Babilônia servem como base inimiga. Atalanta se pergunta se eles podem atacar os Jardins durante o dia em que Quíron diz que será defendido por doze Servos. Avicebron, no entanto, revela o golem que ele enviou para inspecioná-lo, conforme o pedido de Quíron, foi transportado para o exterior quando a noite chegou. Como não há alternativas, o grupo concorda com um ataque frontal. Enquanto os outros escolhem seus papéis para proteger Ritsuka e Sieg a caminho dos Jardins, Atalanta diz que ela apenas flecha quando perceber que Sieg sabe alguma coisa. Sieg lembra que ela usou um Noble Phantasm para voar durante a Grande Guerra do Santo Graal. Atalanta percebe que está falando sobre Agrius Metamorfose e lembra que é capaz de voar. Ela está convencida de que usou durante a Grande Guerra do Santo Graal e se pergunta se ela estava em uma situação tão desesperada para usá-lo. Ela decide usá-lo, mesmo que não seja para vôos prolongados. Ela diz a Spartacus que ele não pode se tornar um pássaro em uma única noite, quando diz que fará exatamente isso para chegar aos Jardins, dizendo que é ofensivo para os pássaros. Ela então sugere que ele use uma corda para subir ao jardim, o que ele aceita.
No dia seguinte ao ataque, o grupo come sanduíches de morango no jardim. Atalanta os acha doces e acredita que as crianças vão gostar. Ela irritantemente responde a Jack que o sangue e os morangos têm um gosto drasticamente diferente quando ela pergunta sobre isso. Quando Aquiles começa a exagerar as habilidades de Quíron, Atalanta pergunta se ele pode atirar a maçã em um magistrado do mal. Mais tarde naquela noite, o grupo começou a voar em direção aos Jardins. Atalanta encontra sua roupa enquanto Agrius Metamorphosis está ativo para ser um pouco arriscado, preferindo sua roupa regular. Ela decide lidar com isso de qualquer maneira, uma vez que lhe permite voar. Quando Quíron diz ao grupo para acreditar em sua própria sorte ao iniciar seu ataque, Atalanta interpreta mal quando ele diz a ela para desistir, já que sua sorte é muito baixa. O grupo finalmente descobriu a réplica dos Servos que os barravam e entrava nos Jardins. Eles derrotam Semiramis e Karna e os recrutam quando acordam na manhã seguinte. Eles são guiados por Semiramis para onde o inimigo reside, a câmara do Graal.
Na câmara do Graal, o grupo encontra Darnic, o cérebro por trás da Guerra do Grande Graal recriada. Sieg explica como Darnic se fundiu com seu Servo, a forma vampírica de Vlad através de um Feitiço de Comando, numa tentativa desesperada de retomar o Graal. Tornando-se um monstro além do de um vampiro, Darnic chegou perto de retomar o Graal até Shirou o destruir. Deveria ter terminado ali, já que um Servo deveria voltar para pura mana e retornar ao Grande Graal quando morressem. No entanto, isso nunca aconteceu porque Darnic era humano, e também porque Darnic prolongava a vida fundindo sua alma com a de uma criança. Como resultado desses fatores, Darnic não é um humano nem um Servo, ele é apenas um ser instintivamente buscando conceder seu desejo de adquirir o Graal. Sieg tenta convencê-lo a se render, dizendo que um Graal quebrado não pode alcançar a Raiz nem ativar a Terceira Magia. Darnic recusa e lembra ao grupo que ele já controla 87% do Graal. Ele declara que, enquanto ele possuir o Graal, nenhum grupo desaparecerá, mas eles desaparecerão quando ele se for. Ele então propõe usar o Graal para encarná-los, se eles concordarem em se juntar a ele. No entanto, todos eles recusam sua proposta por causa de seus próprios princípios como heróis. Atalanta diz a ele para obter sua própria vitória se não estiver satisfeito. Esperando que essa seja sua resposta, Darnic se conecta a uma réplica do Graal que emerge do Graal para o choque de Sieg. Ele então luta contra o grupo, fazendo com que a réplica do Graal gere continuamente réplicas de Servos. O grupo luta no começo, já que a réplica do Graal está usando suas afinidades de classe contra eles, então eles decidem fazer o mesmo. Atalanta questiona Mordred sobre a necessidade de orientação de Frankenstein, um Berserker. Mordred a chama de exibicionista em resposta, cujo choque faz com que Atalanta retorne ao seu eu original. Depois que a réplica do Graal é destruída, Darnic se recusa a desistir quando é atingido por Kazikli Bey do supostamente selado Vlad. Ao contrário dos outros, ele mantém suas memórias da Grande Guerra do Graal devido a Darnic se fundir com ele durante ela. Ele finalmente convence Darnic a aceitar que seu sonho quebrado nunca pode ser recuperado. Depois que Darnic e Vlad desapareceram, o grupo é teleportado de volta ao chão por Semiramis. Atalanta despediu-se dos outros, esperando vê-los novamente e desapareceu.
Interlude
Em seu primeiro interlúdio, Sorriso da Deusa, Atalanta viaja com Ritsuka e Mash para a ilha que eles conheceram durante a Singularidade de Okeanos para recuperar algo que ela deixou para trás. Lá, ela diz ao par que deixou uma estátua de Ártemis que ela fez à mão. Ela começa a liderá-los em direção a uma caverna do outro lado da floresta quando sente uma quimera. Depois de morto, o grupo entra na caverna. Atalanta diz a Ritsuka que um desejo egoísta do Graal não é exatamente o errado. Ela admite que também tem um desejo simples que sabe que nunca pode ser atendido, mas mesmo assim o persegue. Depois de matar mais monstesr, o grupo alcançou a estátua de Artemis. Atalanta expressa seu desdém geral por Orion quando Ritsuka sugere que ela faça uma estátua dele. Ela então pergunta a Mash se ela prefere se casar com Orion ou Jason, mas Mash não é capaz de responder como ela mesma. Artemis e Orion então chegam, e ela ataca o grupo pelo que Atalanta disse sobre Orion. Ela alerta Atlanta que não será mais abençoada por ela se vencer. Depois que ela é derrotada, Artemis e Orion vão embora. Atalanta então sugere que eles retornem à Caldéia com carne de Quimera ou pele de javali, mas Ritsuka silenciosamente rejeita os dois.
Em seu segundo interlúdio, London Child, Atalanta viaja para Londres com Ritsuka e Mash. Ela explica que ouviu Jack, o Estripador, manifestado lá. O grupo é então confrontado por Servos Sombrios. Depois de derrotá-los, eles finalmente encontram Jack. Atalanta diz a ela que nunca encontrará sua mãe, pois, mesmo que existisse, nunca a aceitaria como filha. Depois de derrotar Jack, ela confessa que queria salvá-la, apesar de estar sem dinheiro. Jack então desaparece e ela já foi salva. Atalanta adverte que Jack continuará se manifestando até que a história humana seja restaurada. Ela então afirma que seu desejo é salvar todas as crianças infelizes do mundo. Ritsuka acha que é um desejo difícil, ao qual Atalanta lhes agradece por não rirem dele. Ela percebe que é quase impossível, mas ainda quer persegui-lo.

Fate/strange Fake

Atalanta aparece brevemente quando Bazdilot Cordelion sonha com seu Servo, o passado do Arqueiro Verdadeiro. No sonho, quando o Argo navega pelo mar, Jason fala sobre seus objetivos para seu novo reino em Heracles, afirmando que ele se tornará o maior rei, que criará a melhor e mais justa nação, onde até alguém como Heracles pode viver sem se preocupar. . No fundo, as reações dos outros membros da equipe ao discurso de Jason foram variadas. Atalanta, descrita como uma arqueira com um ar bestial, olhou para Jason com suspeita. Quando Bazdilot conta seu sonho para True Archer, True Archer confirma que a mulher era Atalanta e que desdenhava Jason.
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