Eu conheci um musical menina

Desabafo. Será possível que alguém daqui já passou por algo semelhante?

2020.11.23 11:44 VerySuper_sane Desabafo. Será possível que alguém daqui já passou por algo semelhante?

Esse vai ser um relato/desabafo pessoal meio longo. E meio doido tbm. Quem ler até o final vai entender.
(Hoje tenho 20 anos, homem, gay)
Bom, n vou me referir por nomes, nem inventar um fictício. Acho q vai dar pra entender.
Eu conheci esse menino quando eu tinha 9 anos, na escola. Ele nem andava comigo, não era do meu tipo de "circulo de amigo". Eu não lembro como a gnt passou a andar juntos. Acho q foi com 10 anos q ele veio na minha casa pela primeira vez. Eu tinha um videogame, ele não (essa velha historia). Eu lembro q nesse primeiro dia ele ficou pouquíssimo na minha casa, até pensei q nem seriamos amigos. Mas não foi o que aconteceu. O que aconteceu foi que nesse período (6º 7º e 8º anos da escola), a gnt passou praticamente a viver um na casa do outro. Todo final de semana ele me ligava. Curiosamente, era ele que me ligava pra gnt marcar alguma coisa; não que eu não quisesse encontrar com ele (era o que eu mais queria); mas sempre funcionou desse jeito. Por enquanto estes foram os melhores momentos da minha vida.
(Agora complica um pouco)
Qnd eu disse que eu jamais pensei em ser amigo dele, é porque ele era popular pra caralho. E , de longe, um dos meninos (menino naquela época, agora já temos 20 anos) mais lindos que eu já vi. Tipo, facilmente, 10/10. Nessa época, rapaz kkk, eu era o ápice da feiura (tinha espinha pra caralho). Eu e ele éramos tipo o Yin yang da beleza.
Com 10 anos de idade, eu n parava pra pensar o q era ser gay. Era obvio q eu tava apaixonado pelo mlk. Mas era mto cedo pra pensar nisso ainda.
Ok. Questões. Pq porras ele queria andar ou vir na minha casa? Eu devia ser engraçado pra caralho, pq se fosse pelo videogame, tinha vindo uma vez só mesmo. Pra vc ter ideia, amigos dele e meus tinham ciúme dele preferir vir na minha casa. Sobre as meninas, todas (todas) queriam ficar com ele.
As vezes eu acho q imaginei, mas penso ser impossível ter imaginado algumas situações (pq eu só fui me tocar dessas situações qnd percebi q era gay). Uma delas, qnd a gnt tava jogando, ele encostou a cabeça dele na minha (eu fiquei sem reação, eu sou um idiota do caralho) Noutra vez, eu acho q eu falei alguma coisa q ele n entendeu, mas ele respondeu "eu tbm te amo". Tbm ignorei.
Isso durou até 2013. Do nada (eu n sei o motivo, mesmo), a gnt (ele) simplesmente parou de me ligar (9º ano). N sei o q aconteceu, mas ele começou a dar atenção pra galerinha mais popular tbm e fingiu q eu n existia mais (estranho pra caralho, eu tbm me dava bem com essa galerinha popular; não tinha o pq dele me excluir, se o objetivo dele era fazer parte desse grupinho). Eu fiquei mto puto. O que eu fiz? Comecei tbm a andar com essa galerinha tbm, de proposito. A gnt passou a se excluir (se eu andava com um grupinho, ele NÃO chegava perto. Se ele andava com um grupinho, eu tbm NÃO chegava perto desse grupinho). Bizarro pra caralho. Alguém já passou por uma situação assim? Pq é tão ridícula que eu fico pasmo hj em dia.
A gnt ficou nessa guerra fria até um dia q eu desencanei. Já tinha levado até uma suspensão, por fazer graça na sala (pra ganhar atenção da galerinha popular). Nos anos seguintes, ensino médio, a gnt n caiu na mesma sala nenhuma vez mais.
Começou tbm a fase de beber, ir em festa. Nunca fui desse tipo e não sou até hj; foi qnd eu realmente parei de sair com essa galerinha "popular". Acabei criando círculo de amizade com um grupo de amigos q eu levo pra vida (mas estes n eram/são amigos da "turminha" dele, até tentavam, mas o grupinho dele sempre excluía).
Mas eu não conseguia esquecer ele. Ele começou a namorar uma amiga minha (ela é super gente fina, adoro ela); e ele fazia questão de abraçabeijar ela qnd eu tava perto. Dava pra perceber.
Mtas das coisas q eu fiz na minha vida nessa época foi por conta dele. Tipo, eu cheguei a aprender um instrumento musical pq vi num snapchat (sim, isso existia!) ele tentando tocar. E eu aprendi o bagulho, toco pra caralho (modéstia a parte). Vai ver eu sou louco mesmo.
Acho q foi no 2º ano q eu percebi q eu era gay. Foi tipo um insight pra mim. Tudo fazia sentido. esse era o motivo desse puto n sair da minha cabeça. Lembro uma vez q a gnt tava na escola mais uns 3 amigos falando de beijar etc (isso no 2º ano tbm). Ai ele manda zoando "acho q eu beijaria a boca dele (ele falou meu nome)". Eu fiquei ?? (geral riu e continuou conversando, inclusive eu).
Antes de falarem q faltou atitude minha (supondo q ele é gay), realmente, qnd a gnt era criança (mas eu era criança, porra). No ensino médio, depois da minha "realização", eu tentei me aproximar dele de novo, mas ele tava numa vibe diferente (queria fumar maconha, dar pt em festa, esse tipinho) e tava namorando. Essa minha amiga com qm ele namorava terminou com ele tbm (por conta dessas imaturidades dele q eu citei)
O engraçado é q ele finge ter apagado os momentos q a gnt andava junto. Tipo, qnd acabou o ensino médio, no dia antes da formatura; dia q todo mundo falava de todo mundo e o q passaram juntos desde criança (n sei se toda escola faz isso no terceirão, a minha fez), ele nem ia citar meu nome. assim, no meio do discurso dele, um amigo dele teve q falar meu nome pra ele, ai sim ele falou brevemente q a gnt tinha sido mto amigos (é serio, até esse amigo q falou meu nome pra ele nesse momento fez isso pq devia n estar entendendo o pq dele n me mencionar, ele era um dos q tinha ciúmes dele na época q ele andava cmg)
Eu pensei q iria esquecer dele depois da escola mas, pasmem, não esqueci. Isso é foda, talvez eu ainda pense nele por conta das situações "semigays" q passamos juntos.
Estamos fazendo faculdade (universidades diferentes) já, e eu ainda me pego pensando nele. Nunca disse nada do q eu sinto por ele.
Seria possível q ele fosse bi? Cara, é mto contraditório. Ele namorou com outra menina depois do ensino médio, mas acabaram faz pouco tempo.
Eu mandei uma msg pra ele faz umas duas semanas. eu estava num estado meio chapado (q ironia, achava tão ridículo ele querer usar droga no EM. Btw, ele desencanou tbm dessa fase de querer ser o "fodão" q vai em 30 hps por dia. Ta bem mais maduro) perguntei se ele queria marcar alguma coisa. Ele prontamente respondeu q sim. Eu sou idiota. E se ele respondeu por amizade? Tipo, apesar das minhas neuras, quem disse q ele é gay/bi?
Mas é isso. N encontrei ngm q fosse tão incrível q nem ele (encontrei pessoas bonitas como ele, mas geralmente a pessoa n queria ou era chata q dói, e a maioria era só pq eu achava bonito mesmo. Falando em beleza, eu dei uma melhorada tbm kkk).
Será possível existir alguém aqui com alguma historia semelhante?
Eu realmente marco esse encontro com ele? Vou fazer o q? Só vai fazer eu pensar nele DE NOVO e vai acabar em pizza.

Foda. (Agradeço imensamente a paciência e atenção de quem leu até aqui)
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2020.11.05 12:14 SuddenCricket Só me atraio por garotas problemáticas

No ensino médio, me apaixonei por uma menina linda, que chegou a trabalhar como modelo e parecia a Thomasin McKenzie.
Mas era complicada: usava drogas, bebia e fumava bastante, se cortava, havia repetido dois anos na escola, tinha comportamento difícil e antissocial e afastava mesmo os amigos mais próximos.
Eu poderia ter tentado me relacionar com alguma das várias garotas mais normais e acessíveis da minha classe ou das outras, mas só tinha olhos para aquela.
Anos depois, já na universidade, conheci uma menina de outro estado pela internet e passamos a virar todas as madrugadas conversando.
Novamente, outra pessoa complicada: também se cortava, usava todo tipo de drogas, a ponto de ter sido internada várias vezes e até entrado em coma, abandonou a escola, sempre se metia em brigas e situações perigosas e se afastou da família e pessoas próximas.
E outra vez, eu estava numa situação em que tinha várias garotas ao meu redor (num campus universitário, com festas o tempo todo), mas só queria saber de uma que estava bem longe dali.
Ao longo dos anos, me aproximei de meninas mais convencionais, mas sempre senti que faltava algo para eu realmente me interessar por elas.
A mais recente foi uma advogada linda, que conheci num bar. Nossa conversa fluiu bem, tínhamos várias coisas em comum, como a mesma orientação política, desejos de carreiras semelhantes, o mesmo gosto musical, um interesse por cinema e os mesmos filmes favoritos...
Só que acabou não dando em nada.
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2020.07.08 06:42 ridicula_27 Como ser "apaixonada" por três pessoas totalmente diferentes

Ok, isso é muito confuso, eu que vivo isso admito que é confuso, então vou utilizar nomes fictícios pra tentar explicar melhor e que fique um pouco mais fácil de tentar entender. Essa história é enorme aviso logo, então pega um café e se senta.
Eu mudei de escola quando eu comecei o 1° ano do ensino médio, numa escola integral, passo o dia todo lá. Nessa escola eu conheci uma menina que se chamava Isabella, que era muito legal, gentil e as gente combinava em muita coisa como gosto musical, séries e coisa do tipo, ou seja, tínhamos muitas coisas pra poder conversar. A gente era grudada na escola, tipo muito, claro que a gente era aberta pra outras pessoas mas sempre estávamos juntas. E depois de um mês desde que eu conheci a Isabella, eu comecei a gostar dela, mas eu tava muito limitada por ter acabado de sair de um "relacionamento" muito abusivo, me sentia mal por gostar dela, pq esse outro relacionamento começou quando eu vi que eu tava caída de amores por uma amiga (que a propósito não tenho mais nenhum contato com ela por tanto mal que me fez), então eu fiquei muito assustada por estar acontecendo a mesma coisa com a Isabella, medo que ela pudesse me faz mal como a outra fez ou pior. E pra correr dessa situação toda me afastei da Isabella, que veio conversar comigo pra entender o que tava acontecendo. Contei toda a história dessa menina pra Isabella mas também escondi o fato que eu estava gostando dela como algo a mais, com medo de que ela se afastasse de mim. Isabella entendeu bem minhas limitações e continuou do meu lado. Nesse mesmo mês, Isabella começou a ter várias crises de ansiedade por não se adaptar a escola e as pessoas de lá, ela não se sentia bem e faltava muito as aulas e foi nesse tempo que eu conheci um menino que seu nome era Kaio, e a gente era tão inseparável quanto eu e Isabella, ele vivia na minha casa, dormia, almoçava, a gente saía, então viramos melhores amigos. Sempre estávamos juntos, e por mais que Isabella tivesse me confidenciado que sentia certo ciúme do Kaio por eu estar sempre com ele, ela começou a falar com ele, e logo também viraram muito amigos. Um dia, eu fui na casa de Isabella pra fazer um trabalho com ela, e lá eu descobri ela tinha uma gêmea. Sim, uma gêmea, e o nome dela era Isadora, e ela não estudava na minha escola. O problema foi que quando eu estava lá na casa delas, Isabella saiu pra cozinha sem explicação nenhuma e me deixou no quarto com a Isadora, que começou a puxar assunto comigo sendo muito gentil e tão legal quanto a Isabella.
Conversamos muito, conversei mais com Isadora do que com a Isabella, que era a que eu estava com mais vontade de conversar. Isadora me tratou muito bem, e pegou meu celular salvando o número dela nele. Enfim, fui embora da casa delas e comentei com o Kaio sobre a Isabella ser gêmea e ele já sabia, o que me deixou muito desconfortável, não sei dizer o pq. Ele perguntou se ela era bonita quanto a Isabella, e eu disse que sim, as duas tinham uma beleza invejável o que não é mentira e Kaio sabia que eu tinha uma queda pela Isabella e sabia que eu era lésbica. Ele falou que iria fazer amizade com Isadora e eu não liguei tanto. Duas semanas se passaram e eu comecei a conversar muito com a Isadora, tipo mesmo, quase 24hrs por dia, com uma mensagem de manhã às 6 hrs até uma ligação de duração de 2 ou 3 hrs até 3 ou 4 da manhã. Nossa ligação era muito forte, mais tão forte que dizíamos o fatídico "eu te amo", que eu nunca levei pra um lado a mais, pq eu estava ainda muito caída pela Isabella, e Isadora sabia que eu estava gostando da irmã dela. Isadora sempre foi uma âncora pra tudo que eu passava em casa, e eu realmente prezava ela mais do que a mim. Mas tudo mudou quando Kaio veio conversar comigo sobre estar muito muito apaixonado por Isadora. Eu não sabia que eles conversavam do jeito que Isadora e eu conversávamos. Ela ou ele nunca me disseram nada. Quando ele me falou o que sentia por ela eu fiquei muito feliz, mas com um incômodo que eu não sabia explicar o que era. Kaio sempre foi um menino um pouco difícil por assim dizer, pouca gente gostava dele, pq ele era um babaca completo e eu sempre passei pano pra ele, então eu que sempre estava com ele, nós três na vdd, eu, ele e Isabella. Kaio e eu fomos na casa das gêmeas e foi lá que a merda começou. Kaio e Isadora se beijaram na minha frente. Isabella preferiu ficar no quarto dela, eu tentei ir com ela pra não ficar de vela, mas achei melhor não invadir o espaço dela. Então fiquei de vela pro Kaio e Isadora, não se beijavam mas sempre estavam se tocando. E nesse momento eu descobri que eu sentia atração por Isadora do mesmo jeito que Kaio sentia. Foi então que o inferno começou.
Kaio se declarou pra Isadora, que também disse que gostava dele, o que deve ter ativado alguma coisa na cabeça dele que ele começou a agir mais babaca do que ele já era, tratando as pessoas mal, se achando, se mostrando. Eu me sentia muito mal com a situação da Isadora, pq a Isabella mal falava comigo pq faltava muito as aulas, e a Isadora "retribuia" o que sentia por ele, e comecei a tratar ele mal na mesma moeda, porém sendo muito mais agressiva nas palavras. Um dia, eu notei que ela continuava a dizer que me amava e não dizia isso pra ele, pq sim eu ainda falava com ele mesmo odiando tudo que ele fazia. Mas um dia Isadora parou de falar comigo, sem motivos aparentes, e eu não aguentei mais e falei muita coisa com Kaio, culpando ele de muitas coisas inclusive de ter tirado Isadora de mim, foi feia a briga, tanto que a gente quase caiu no soco. Tiveram que me segurar pra que eu não fazer besteira e acabar sendo expulsa da escola. Eu parei de falar com Kaio a partir daquele dia. Isabella viu a "briga", que aliás, a escola toda viu. Ela contou pra Isadora o que aconteceu, que me ligou perguntando o que tinha acontecido o pq eu tinha brigado com ele, e eu só chorei feito um bebê e contei pra ela o que eu sentia por ela. Ela simplesmente não falou nada e desligou a chamada. Depois daquele dia, ela não me mandou mensagem ou me ligou mais. Isabella continuou a falar comigo e com Kaio, nunca ao mesmo tempo.
Umas semanas se passaram e eu conheci uma menina, seu nome era Melissa, que era de outra turma de 1° ano. Começamos a conversar bastante, quando Isabella faltava, eu passava meu almoço com Melissa, que sempre me beijava no rosto ou me abraçava, então as pessoas começaram a pensar que eu e Melissa tínhamos alguma coisa, mas não tínhamos, éramos só muito amigas (que sim, dávamos selinhos pra nos cumprimentar ou despedir, um carinho, não levei nada disse a sério também). Eu não ia muito na casa das gêmeas por ser muito longe e perigoso, mas a casa de Melissa era ainda perigoso mas um pouco mais perto da minha casa, então eu sempre que podia ia na casa de Melissa. Fazíamos vídeos, fotos, a gente conversava, e coisas que amigas fazem. Melissa era apaixonada pelo meu primo (muito babaca por sinal) e eu ainda sentia a falta tremenda de Isadora. Descobri logo depois que Melissa era nada mais e nada menos que a fucking EX do Kaio. Como eu disse, fazíamos vídeos e Melissa sempre fazia questão de gravar eu e ela dando selinho, o que eu nunca vi nenhum problema. Todo mundo sempre via a gente como casal, pq ne, mão dadas, beijos, abraços, carinhos, enfim. Um dia Isabella conheceu Melissa, e o que eu já imaginava, eu tive certeza: Isabella não gostou de Melissa. Não sei o pq até hoje, dizendo Isabella que foi ciúmes, o que eu não sei se acredito, talvez seja uma possibilidade. Melissa gostava de Isabella, na vdd, não tinha nada contra, mas ela realmente não gostava de Isadora, e Isabella chegou a me dizer que Isadora também não gostava nenhum pouco de Melissa. Mas eu não liguei muito pra isso. Eu comecei a ver Melissa de outro modo, o jeito que ela me tratava, cuidava de mim e logo vi que eu tava em um dilema enorne: Eu estava/estou apaixonada por três meninas ao mesmo tempo. (Fogo no rabo? Com certeza)
Os fatos importantes já foram ditos, o desfecho dessa história toda foi:
• Isabella saiu da minha escola e foi estudar na escola que Isadora estudava.
• Kaio e Isadora não chegaram nem a namorar, foram ficantes por somente umas duas semanas e só. Hoje não se falam mais por nada nesse mundo.
• Eu briguei de soco com meu primo que Melissa gostava, pq ele fez mal a ela, e ela meio que parou de gostar dele.
• Pra esquecer o meu primo, Melissa começou a ficar com um menino que eu não gostava e ainda não gosto. Antes que eu falasse a ela o que eu sentia, eles começaram a namorar e Melissa se afastou de mim. Eles namoraram e terminaram perto de fazer um ano, ele foi tóxico e traiu Melissa.
• Kaio mudou bastante, se redimiu com todos, mesmo sendo chato as vezes, ele amadureceu. 6 meses depois da briga toda, eu resolvi conversar com ele, deixar tudo pra trás, até pq a gente era muito infantil por brigar por uma menina. Hoje estamos bem.
• Isadora nunca mais falou comigo no Whatsapp pra nada, enquanto eu ainda conversava relativamente muito com Isabella. Melissa também mal trocou uma mensagem comigo.
• Fui na casa das gêmeas no começo do ano, Isabella preferiu ficar com seus outros amigos, enquanto eu conversei com Isadora sobre tudo que tinha acontecido. Quando eu voltei pra casa, Isadora preferiu continuar não falando mais comigo pelo Whatsapp. Só quando ela quer.
• No final das contas, acabei sem nenhuma das três. Isabella e Isadora não falam muito comigo e eu e Melissa conversamos muito, mas ela ainda me vê só como amiga. Mesmo que as vezes eu demonstre que eu quero algo a mais. Então eu meio que parei com as investidas.
Eu me sinto mal pq penso que poderia ter sido diferente, eu poderia ter pelo menos a amizade das três, se não fosse essa minha confusão toda e carência.
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2018.12.05 23:22 avehomem [10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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